HAS - Hospital Adventista Silvestre (RJ) — Prova 2020
É contra-indicação absoluta a amamentação:
Galactosemia no RN = Contraindicação absoluta à amamentação.
A galactosemia é uma contraindicação absoluta à amamentação, pois o recém-nascido afetado não consegue metabolizar a galactose presente no leite materno, levando ao acúmulo de substâncias tóxicas que podem causar danos neurológicos, hepáticos e oculares graves.
O aleitamento materno é amplamente reconhecido como a forma ideal de nutrição para recém-nascidos, oferecendo inúmeros benefícios para a saúde da mãe e do bebê. No entanto, existem situações específicas em que a amamentação é contraindicada, seja de forma absoluta ou relativa, para proteger a saúde do lactente ou da mãe. É crucial que os profissionais de saúde conheçam essas contraindicações para orientar adequadamente as famílias. Entre as contraindicações absolutas, a galactosemia no recém-nascido se destaca. A galactosemia é um erro inato do metabolismo em que o bebê não consegue processar a galactose, um açúcar presente no leite materno (e em outros leites). A ingestão de leite contendo galactose por um bebê com galactosemia leva ao acúmulo de metabólitos tóxicos, que podem causar danos hepáticos graves, catarata, atraso no desenvolvimento e, se não tratada, risco de vida. Nesses casos, a fórmula infantil sem lactose é a única opção segura. Outras condições, como mastite, infecção materna por Hepatite B ou C, e prematuridade com cardiopatias congênitas, geralmente não são contraindicações absolutas à amamentação. Na mastite, a amamentação é incentivada para ajudar na drenagem e recuperação. Mães com Hepatite B podem amamentar após o recém-nascido receber imunoglobulina e vacina. Mães com Hepatite C podem amamentar, a menos que haja sangramento nos mamilos. Prematuros com cardiopatias podem precisar de suporte nutricional individualizado, mas o leite materno (muitas vezes fortificado) é preferencial. O conhecimento dessas nuances é vital para a prática clínica.
Recém-nascidos com galactosemia não possuem a enzima necessária para metabolizar a galactose do leite materno, resultando no acúmulo de metabólitos tóxicos que causam danos graves a múltiplos órgãos.
As principais contraindicações absolutas incluem galactosemia no recém-nascido, infecção materna por HIV (em países com acesso a substitutos seguros), uso de certas drogas maternas (quimioterapia, drogas de abuso) e HTLV-1.
Não, a mastite não é uma contraindicação à amamentação. Pelo contrário, a amamentação frequente e a drenagem da mama afetada são parte importante do tratamento da mastite.
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