SUS-SP - Sistema Único de Saúde de São Paulo — Prova 2019
Mulher de 40 anos de idade, nuligesta, queixa-se de saída de secreção esbranquiçada pelos mamilos há 1 mês. Ao exame, não há nódulos palpáveis na mama e a expressão mostra saída de líquido branco de vários ductos, bilateralmente. A mamografia mostra calcificação grosseira no quadrante lateral da mama esquerda. Nesse caso:
Secreção mamilar bilateral, multiductal e esbranquiçada → Galactorreia; investigar prolactina e medicamentos.
A secreção mamilar bilateral, multiductal e de aspecto esbranquiçado é característica de galactorreia. Nesses casos, a investigação inicial deve focar na dosagem de prolactina sérica e na revisão do uso de medicamentos que possam induzir hiperprolactinemia, como alguns psicotrópicos.
A secreção mamilar é uma queixa comum na prática ginecológica e requer uma abordagem diagnóstica sistemática para diferenciar condições benignas de malignas. A galactorreia, caracterizada por secreção bilateral, multiductal e esbranquiçada, é geralmente benigna e está frequentemente associada à hiperprolactinemia. A investigação inicial deve incluir a dosagem de prolactina sérica e a revisão da história medicamentosa do paciente, pois muitos fármacos, especialmente psicotrópicos, podem elevar os níveis de prolactina. Outras causas de hiperprolactinemia incluem hipotireoidismo, adenomas hipofisários (prolactinomas) e estresse. A mamografia, embora importante para a avaliação de nódulos e calcificações, geralmente revela achados benignos em casos de galactorreia, como calcificações grosseiras. A citologia da secreção mamilar tem um papel limitado na galactorreia, sendo mais útil em secreções suspeitas de malignidade (unilaterais, uniductais, sanguinolentas). O manejo da galactorreia depende da causa subjacente. Se for induzida por medicamentos, a suspensão ou troca do fármaco pode resolver o problema. Prolactinomas podem ser tratados clinicamente com agonistas dopaminérgicos. Residentes devem estar aptos a conduzir essa investigação de forma eficiente, evitando exames desnecessários e focando na etiologia para um tratamento adequado.
As causas mais comuns de galactorreia incluem hiperprolactinemia (por prolactinoma, hipotireoidismo, uso de medicamentos como antipsicóticos, antidepressivos e anti-hipertensivos), estresse, estimulação mamilar excessiva e gravidez/puerpério. É fundamental investigar a etiologia subjacente.
A citologia da secreção mamilar é indicada principalmente para secreções unilaterais, uniductais, espontâneas e de aspecto sanguinolento, serossanguinolento ou seroso, pois podem indicar patologias intraductais, incluindo malignidade. Não é a primeira linha para galactorreia típica.
Calcificações grosseiras na mamografia são geralmente benignas e podem representar involução de fibroadenomas, cistos ou alterações fibrocísticas. Em um contexto de galactorreia bilateral, elas não são o foco principal da investigação, que deve ser direcionada à causa da hiperprolactinemia.
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