Galactorreia e Amenorreia: Guia de Investigação Inicial

HSJ - Hospital São José (PR) — Prova 2020

Enunciado

Mulher de 30 anos, queixa-se de galactorréia e amenorreia há 6 semanas. Na investigação do caso, qual das opções abaixo não está indicada inicialmente?

Alternativas

  1. A) Prolactina sérica
  2. B) B-hcg sérico
  3. C) Tsh sérico
  4. D) RNM de sela túrcica
  5. E) Avaliação de fármacos em uso

Pérola Clínica

Galactorreia + amenorreia → investigar gravidez, TSH, prolactina, fármacos ANTES da RNM de sela túrcica.

Resumo-Chave

A investigação inicial de galactorreia e amenorreia deve focar nas causas mais comuns e facilmente detectáveis. Excluir gravidez (B-hcg), hipotireoidismo (TSH) e hiperprolactinemia (prolactina sérica) é prioritário, assim como revisar a lista de medicamentos em uso. A ressonância magnética (RNM) de sela túrcica é indicada apenas após a confirmação de hiperprolactinemia e exclusão das outras causas, para investigar adenomas hipofisários.

Contexto Educacional

A galactorreia (secreção láctea não associada à amamentação) e a amenorreia (ausência de menstruação) são sintomas que frequentemente coexistem e indicam uma disfunção no eixo hipotálamo-hipófise-gonadal. A causa mais comum dessa associação é a hiperprolactinemia. A prolactina é um hormônio secretado pela hipófise que, em níveis elevados, inibe a secreção de GnRH, levando à supressão da ovulação e, consequentemente, à amenorreia. A investigação deve ser sistemática. Inicialmente, é crucial excluir a gravidez com um teste de B-hcg sérico. Em seguida, devem ser dosados os níveis de prolactina sérica e TSH. O hipotireoidismo primário pode causar hiperprolactinemia devido ao aumento do TRH, que estimula a prolactina. Além disso, uma revisão detalhada dos medicamentos em uso é essencial, pois muitos fármacos (antipsicóticos, antidepressivos, anti-hipertensivos) podem elevar a prolactina. Somente após a exclusão dessas causas mais comuns e a confirmação de hiperprolactinemia persistente, a ressonância magnética (RNM) de sela túrcica é indicada para investigar a presença de adenomas hipofisários (prolactinomas). A abordagem escalonada evita exames invasivos e caros desnecessariamente, otimizando o diagnóstico e o tratamento.

Perguntas Frequentes

Quais são as causas mais comuns de galactorreia e amenorreia?

As causas mais comuns incluem gravidez, hiperprolactinemia (fisiológica, farmacológica, hipotireoidismo, adenoma hipofisário), estresse, exercício excessivo e síndromes de ovário policístico. A hiperprolactinemia é a causa mais frequente quando a gravidez é excluída.

Por que a prolactina sérica, B-hcg e TSH são exames iniciais importantes?

A prolactina sérica é fundamental para diagnosticar hiperprolactinemia. O B-hcg sérico é essencial para excluir gravidez, uma causa comum de amenorreia. O TSH sérico é importante porque o hipotireoidismo pode levar à hiperprolactinemia e, consequentemente, à galactorreia e amenorreia.

Quando a RNM de sela túrcica é indicada na investigação de galactorreia e amenorreia?

A RNM de sela túrcica é indicada após a confirmação de hiperprolactinemia persistente e a exclusão de outras causas (gravidez, hipotireoidismo, uso de medicamentos), para investigar a presença de adenomas hipofisários (prolactinomas) ou outras lesões na região hipotálamo-hipofisária.

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