Santa Casa de São José dos Campos (SP) — Prova 2025
A Galactorreia sistêmica pode ser provocada por diferentes patologias EXCETO:
Galactorreia sistêmica: ↑ prolactina por hipófise, DRC, DH, hipotireoidismo, fármacos; NÃO por glioblastoma.
A galactorreia sistêmica é geralmente causada por hiperprolactinemia, que pode ter diversas etiologias, incluindo tumores hipofisários (prolactinomas), doenças sistêmicas como insuficiência renal crônica e cirrose hepática, hipotireoidismo e uso de certos medicamentos. Glioblastoma, um tumor cerebral primário agressivo, não está diretamente associado à galactorreia.
A galactorreia é a secreção de leite pelas mamas fora do período de lactação ou gravidez, e pode ser um sinal de diversas condições subjacentes, sendo a hiperprolactinemia a causa mais comum. É fundamental para o estudante de medicina e residente compreender as etiologias para um diagnóstico diferencial preciso. A prevalência varia, mas é mais comum em mulheres. A fisiopatologia da galactorreia sistêmica geralmente envolve um aumento nos níveis de prolactina, que é um hormônio secretado pela hipófise anterior e regulado principalmente pela dopamina (inibitória) e TRH (estimulatória). Causas incluem prolactinomas (tumores secretores de prolactina), hipotireoidismo (pelo aumento do TRH), insuficiência renal crônica (diminuição da depuração de prolactina), cirrose hepática (alteração do metabolismo hormonal) e uso de medicamentos que bloqueiam a dopamina ou aumentam a secreção de prolactina. Glioblastoma, um tumor glial maligno, não afeta diretamente a regulação da prolactina. O diagnóstico da galactorreia envolve a dosagem de prolactina sérica, TSH (para rastrear hipotireoidismo) e, se necessário, exames de imagem da hipófise (RM) para investigar tumores. O tratamento depende da causa subjacente, podendo incluir agonistas dopaminérgicos para prolactinomas, ajuste de medicamentos ou tratamento da doença sistêmica. A identificação correta da etiologia é crucial para o manejo eficaz e para evitar complicações a longo prazo.
As causas mais comuns de hiperprolactinemia incluem prolactinomas (tumores hipofisários), uso de medicamentos (antipsicóticos, antidepressivos, anti-hipertensivos), hipotireoidismo, doença renal crônica e estresse.
Um tumor de hipófise, especialmente um prolactinoma, produz excesso de prolactina, o hormônio responsável pela produção de leite. O aumento dos níveis de prolactina estimula as glândulas mamárias, resultando em galactorreia.
Na doença renal crônica, há uma redução na depuração da prolactina pelos rins, levando ao acúmulo do hormônio no sangue e, consequentemente, à hiperprolactinemia e galactorreia.
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