UNAERP - Universidade de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2022
Lucas retorna em consulta de puericultura aos 3 anos. Sua mãe refere que está preocupada porque nota que paciente fala com maior dificuldade em relação ao seu primo, que tem 2 anos e 9 meses. Há cerca de 6 semanas, Lucas repete sílabas enquanto fala (exemplo: “Esse carro é ver-ver-vermelho.”), apresenta pausas de 4 a 5 segundos durante a fala e fala palavras incompletas. Os sintomas acontecem na maioria das falas, mas não em todas. Não está relacionado a algum evento específico. Antes dos últimos 3 meses, a criança não tinha alteração na fala. O desenvolvimento neurológico foi normal. O pai teve os mesmos sintomas, na mesma época. A conduta adequada em relação a queixa é
Gagueira em criança de 3 anos, recente e sem esforço, com história familiar → disfluência fisiológica. Tranquilizar e observar por até 12 semanas.
A gagueira fisiológica é comum entre 2 e 5 anos, caracterizada por repetições de sílabas/palavras e hesitações, geralmente sem esforço ou tensão. Com início recente e história familiar de resolução, a conduta inicial é tranquilizar os pais e observar, pois tende a se resolver espontaneamente em até 12 semanas a 6 meses.
A gagueira, ou disfluência da fala, é uma preocupação frequente na puericultura, especialmente em crianças pequenas. É fundamental que o médico saiba diferenciar a gagueira fisiológica (ou transitória do desenvolvimento) da gagueira persistente, que requer intervenção especializada. A gagueira fisiológica é uma fase normal do desenvolvimento da fala, ocorrendo geralmente entre 2 e 5 anos de idade, quando a demanda linguística da criança excede sua capacidade de produção fluente. As características da gagueira fisiológica incluem repetições de sílabas ou palavras inteiras, hesitações e interjeições, sem sinais de esforço, tensão ou frustração. É comum que haja uma história familiar de gagueira que se resolveu espontaneamente. A maioria dos casos de gagueira fisiológica se resolve espontaneamente em até 6 a 12 meses. Portanto, a conduta inicial é tranquilizar os pais, orientar sobre como criar um ambiente comunicativo de apoio e observar a evolução do quadro. Sinais de alerta para gagueira persistente, que justificam o encaminhamento para fonoaudiologia, incluem duração superior a 6-12 meses, início após os 3,5-4 anos, história familiar de gagueira persistente, presença de tensão física ou emocional durante a fala, movimentos associados, consciência da gagueira pela criança e a coexistência de outros atrasos de linguagem ou desenvolvimento. A intervenção precoce para gagueira persistente é importante, mas a observação cuidadosa é a chave para os casos de gagueira fisiológica, evitando intervenções desnecessárias e ansiedade familiar.
A gagueira fisiológica é comum entre 2 e 5 anos, caracterizada por repetições de palavras ou frases inteiras, hesitações e interjeições. Geralmente não há esforço físico, tensão facial ou frustração associados, e a criança não tem consciência da disfluência. Pode variar em intensidade e muitas vezes tem história familiar.
O encaminhamento para fonoaudiologia é indicado se a gagueira persistir por mais de 6 a 12 meses, iniciar após os 3,5-4 anos, houver história familiar de gagueira persistente, presença de tensão, esforço, frustração, movimentos associados, consciência da gagueira pela criança, ou se houver atrasos no desenvolvimento da linguagem ou outros atrasos associados.
A melhor orientação é tranquilizar os pais, explicando que é um fenômeno comum e transitório. Aconselha-se a não corrigir a fala da criança, manter contato visual, esperar a criança terminar de falar, evitar completar frases e criar um ambiente tranquilo e sem pressão para a comunicação. A observação é a conduta inicial.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo