Eclâmpsia na Gestação: Manejo e Conduta Imediata

Santa Casa de Rondonópolis (MT) — Prova 2023

Enunciado

Paciente de 32 anos de idade, G3P1A1, com 37 semanas de gestação, um parto normal prévio a termo sem intercorrências, com 39 semanas de gestação, é admitida na maternidade devido à hipertensão arterial crônica e crise convulsiva há 2 horas. Faz uso de metildopa (1,5g por dia). Ao exame físico apresenta PA=160x100mmHg, pulso 92bpm, dinâmica uterina sem contrações, batimentos cardiofetais de 130bpm, colo grosso posterior e dilatado 2,0cm.A respeito desse quadro clínico, assinale a alternativa que apresenta a MELHOR CONDUTA a ser tomada:

Alternativas

  1. A) Prescrever corticoide intramuscular por 48h e recomendar controle materno fetal, após afastar hipótese de epilepsia .
  2. B) Prescrever hidralazina endovenosa e indicar resolução da gestação, após afastar hipótese de epilepsia.
  3. C) Prescrever nifedipina via oral associada à alfametildopa e recomendar controle materno fetal ate atingir 39 semanas.
  4. D) Prescrever sulfato de magnésio endovenoso e indicar resolução da gestação quando ocorrer estabilidade do quadro materno.

Pérola Clínica

Gestante com hipertensão crônica + crise convulsiva = Eclâmpsia → Sulfato de Magnésio + Resolução da gestação.

Resumo-Chave

A paciente apresenta um quadro de eclâmpsia, caracterizado por crise convulsiva em gestante com hipertensão. A conduta prioritária é a interrupção da crise convulsiva com sulfato de magnésio e a estabilização materna, seguida pela resolução da gestação, independentemente da idade gestacional, uma vez que a gestação é o fator causal.

Contexto Educacional

A eclâmpsia é uma complicação grave da gestação, caracterizada pela ocorrência de convulsões tônico-clônicas generalizadas em uma gestante com pré-eclâmpsia ou hipertensão crônica, na ausência de outras causas neurológicas. Representa uma emergência obstétrica com alto risco materno e fetal, exigindo intervenção rápida e eficaz. O quadro clínico descrito, com hipertensão arterial crônica e crise convulsiva em uma gestante de 37 semanas, é altamente sugestivo de eclâmpsia. A metildopa é um anti-hipertensivo comum na gravidez, mas não previne a ocorrência de eclâmpsia em pacientes suscetíveis, apenas controla a pressão arterial. A conduta imediata na eclâmpsia envolve a interrupção da crise convulsiva com sulfato de magnésio intravenoso e a estabilização da pressão arterial. Após a estabilização materna, a resolução da gestação é a medida definitiva, pois a remoção da placenta é o único tratamento curativo para a doença. A idade gestacional de 37 semanas já é a termo, o que facilita a decisão de resolver a gestação, seja por via vaginal ou cesariana, dependendo das condições obstétricas.

Perguntas Frequentes

O que define a eclâmpsia e qual sua principal manifestação?

A eclâmpsia é definida pela ocorrência de convulsões tônico-clônicas generalizadas em uma gestante com pré-eclâmpsia ou hipertensão crônica, sem outra causa neurológica identificável. A crise convulsiva é sua manifestação mais grave e uma emergência médica.

Qual o papel do sulfato de magnésio no manejo da eclâmpsia?

O sulfato de magnésio é o fármaco de escolha para o tratamento e prevenção de crises convulsivas na eclâmpsia e pré-eclâmpsia grave, atuando como anticonvulsivante e neuroprotetor. É administrado por via intravenosa.

Por que a resolução da gestação é a conduta definitiva na eclâmpsia?

A resolução da gestação é a única 'cura' para a eclâmpsia, pois a placenta é o fator etiológico subjacente à doença. Após a estabilização materna, o parto deve ser realizado para prevenir novas crises e complicações, melhorando o prognóstico.

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