Profilaxia Rh em Gestantes: Quando e Como Realizar

PMF - Prefeitura Municipal de Franca (SP) — Prova 2020

Enunciado

Paciente G3P0A2 (1 abortamento com curetagem e 1 gravidez ectópica) encontra-se na 26a semana de gravidez. A tipagem sanguínea é do grupo A fator Rh negativo. O teste de Coombs indireto é negativo. Como deve-se conduzir o caso?

Alternativas

  1. A) Aguardar o parto e, somente após tipagem do RN, se for Rh positivo, fazer a profilaxia, pois na gestação não sabe-se o fator Rh do feto;
  2. B) Não se faz profilaxia, pois trata-se da terceira gestação com duas perdas anteriores e a gestante poderia estar sensibilizada;
  3. C) Profilaxia com imunoglobulina anti-Rh na 28.a semana da atual gestação;
  4. D) Se o pai for tipagem sanguínea B, não é necessária a realização da imunoglobulina, já que a mãe, sendo A, já possui os anticorpos anti-B.

Pérola Clínica

Gestante Rh negativo com Coombs indireto negativo: profilaxia anti-Rh na 28ª semana e pós-parto se RN Rh+.

Resumo-Chave

Em gestantes Rh negativo com Coombs indireto negativo, a profilaxia com imunoglobulina anti-Rh é indicada rotineiramente na 28ª semana de gestação para prevenir a isoimunização, mesmo em casos de gestações anteriores com perdas, desde que não haja sensibilização prévia.

Contexto Educacional

A incompatibilidade Rh é uma condição que pode levar à doença hemolítica perinatal (DHP), uma complicação grave para o feto e o recém-nascido. A prevenção da isoimunização Rh é um pilar fundamental do pré-natal. Em gestantes com fator Rh negativo, é crucial verificar o status de sensibilização através do teste de Coombs indireto. Se este teste for negativo, indica que a mãe ainda não produziu anticorpos anti-Rh. A profilaxia com imunoglobulina anti-Rh é recomendada para todas as gestantes Rh negativo não sensibilizadas. A administração rotineira ocorre na 28ª semana de gestação. Além disso, doses adicionais são indicadas após eventos que possam causar hemorragia feto-materna, como abortamento, gravidez ectópica, sangramento vaginal, amniocentese, biópsia de vilo corial, cordocentese, versão cefálica externa ou trauma abdominal. Mesmo com histórico de gestações anteriores com perdas, como abortamento ou gravidez ectópica, se o Coombs indireto atual for negativo, a profilaxia é essencial. A imunoglobulina anti-Rh age ligando-se aos eritrócitos fetais Rh positivos que possam ter entrado na circulação materna, impedindo que o sistema imunológico da mãe os reconheça e produza anticorpos. Esta medida é altamente eficaz na prevenção da isoimunização e, consequentemente, da DHP em gestações futuras.

Perguntas Frequentes

Quando a imunoglobulina anti-Rh é indicada na gestação?

É indicada rotineiramente para gestantes Rh negativo com Coombs indireto negativo na 28ª semana de gestação e após eventos como aborto, gravidez ectópica, sangramento vaginal, amniocentese, ou trauma abdominal.

Qual a função do teste de Coombs indireto?

O teste de Coombs indireto detecta a presença de anticorpos anti-Rh no soro materno. Se negativo, indica que a mãe ainda não foi sensibilizada e a profilaxia é necessária para prevenir a sensibilização.

Por que a profilaxia é feita na 28ª semana de gestação?

A administração na 28ª semana visa proteger a gestante de uma possível sensibilização tardia na gravidez, pois há risco de pequenas hemorragias feto-maternas que podem ocorrer espontaneamente no terceiro trimestre.

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