Partograma: Diagnóstico e Manejo da Distocia no Trabalho de Parto

SEMUSA (SMS) Macaé — Prova 2022

Enunciado

A.L.L.M., 30 anos, G1P0A0, com idade gestacional de 39 semanas e 3 dias está sendo acompanhada na maternidade do Hospital Público de Macaé (HPM) após ter sido admitida com diagnóstico de trabalho de parto em seu 1º período, por apresentar contrações uterinas com frequência de uma contração a cada 5 minutos com duração de 50 segundos, colo 70% apagado e dilatado em 3 cm, apresentação cefálica alta e bolsa amniótica íntegra. Durante a internação apresenta evolução do trabalho de parto segundo o partograma abaixo. Das opções abaixo, escolha a que representa o diagnóstico na nona hora e a melhor conduta a ser adotada.

Alternativas

  1. A) Parada secundária da descida por distocia de colo; indicar cesariana imediatamente, pois já ultrapassou a linha de alerta.
  2. B) Parada secundária da dilatação por distocia funcional; colocar a paciente em posição de quatro apoios.
  3. C) Fase ativa prolongada por contratilidade uterina insuficiente; usar misoprostol para acelerar o trabalho de parto.
  4. D) Parto taquitócico por distocia funcional; colocar oxigênio em cateter nasal com fluxode 5 L/min.
  5. E) Parada secundária da descida por desproporção céfalo-pélvica; indicar cesariana quando atingir a linha de ação.

Pérola Clínica

Partograma: parada secundária da descida ou dilatação que cruza a linha de ação → considerar distocia (ex: DCP) e indicar cesariana.

Resumo-Chave

O partograma é uma ferramenta essencial para monitorar a progressão do trabalho de parto. Quando a curva de dilatação ou descida fetal cruza a linha de ação, indica uma distocia que requer intervenção, como a cesariana, especialmente se houver suspeita de desproporção céfalo-pélvica.

Contexto Educacional

O partograma é uma representação gráfica da evolução do trabalho de parto, essencial para o monitoramento e identificação precoce de distocias. Ele registra a dilatação cervical, a descida da apresentação fetal, a frequência e duração das contrações uterinas, e outros parâmetros maternos e fetais ao longo do tempo. A interpretação correta do partograma permite ao profissional de saúde tomar decisões oportunas e baseadas em evidências. As linhas de alerta e ação no partograma são cruciais. A linha de alerta indica um desvio da progressão normal, sugerindo a necessidade de uma reavaliação cuidadosa da paciente. Se a curva de dilatação ou descida fetal cruzar a linha de ação (geralmente 4 horas após a linha de alerta), isso indica uma distocia que requer intervenção ativa, como a amniotomia, ocitocina ou, frequentemente, a cesariana. A parada secundária da descida é uma forma de distocia que ocorre quando a apresentação fetal não progride adequadamente no canal de parto. As causas podem ser variadas, incluindo desproporção céfalo-pélvica (DCP), má-posição fetal, ou contratilidade uterina insuficiente. A DCP é uma indicação comum de cesariana, caracterizada pela incompatibilidade entre o tamanho da cabeça fetal e as dimensões da pelve materna, impedindo a progressão do parto vaginal.

Perguntas Frequentes

Qual a diferença entre a linha de alerta e a linha de ação no partograma?

A linha de alerta indica que o trabalho de parto está progredindo mais lentamente que o esperado, exigindo reavaliação. A linha de ação, 4 horas após a linha de alerta, indica que a intervenção ativa, como a cesariana, é geralmente necessária.

O que significa uma parada secundária da descida no partograma?

Significa que, após um período de descida fetal progressiva, a apresentação fetal não avança por um período de tempo definido (geralmente 1 hora ou mais em fase ativa), sugerindo uma distocia.

Quando a desproporção céfalo-pélvica (DCP) deve ser considerada?

A DCP é suspeitada quando há parada de progressão do trabalho de parto (dilatação ou descida) apesar de contrações uterinas adequadas, e o exame pélvico sugere que a cabeça fetal é muito grande ou a pelve materna é muito pequena para permitir o parto vaginal.

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