CBO Teórica 1 - Prova de Bases da Oftalmologia — Prova 2010
Com relação ao desenvolvimento embrionário palpebral:
Pálpebras: Fusão (8ª sem) → Diferenciação → Separação (5º-7º mês).
O desenvolvimento palpebral envolve uma fase crítica de fusão epitelial que protege o globo ocular em desenvolvimento antes da separação final.
O desenvolvimento das pálpebras é um processo dinâmico essencial para a proteção da superfície ocular. Durante o período em que as pálpebras estão fundidas, o segmento anterior do olho pode se desenvolver em um ambiente controlado, protegido do líquido amniótico. A separação é um marco da maturação fetal. Anomalias nesse processo explicam diversas patologias congênitas. O conhecimento de que a pálpebra superior deriva dos processos frontonasal e maxilar, e a inferior do processo maxilar, ajuda a entender a patogênese de fendas faciais e colobomas. A alternativa correta resume esse ciclo vital: fusão para proteção, diferenciação interna das glândulas e músculos, e separação para funcionalidade pós-natal.
As pregas palpebrais se encontram e se fundem por volta da 8ª semana de gestação. Elas permanecem fundidas até o final do segundo trimestre ou início do terceiro (entre o 5º e 7º mês), quando ocorre a separação. Esse processo de separação é mediado pela secreção das glândulas de Meibomius e pela queratinização das margens palpebrais.
As pálpebras têm origem multicamada: o ectoderma de superfície dá origem à epiderme cutânea, aos cílios e às glândulas (Meibomius, Zeis e Moll). O mesênquima subjacente (derivado do mesoderma e crista neural) forma o tarso, os músculos palpebrais e o tecido conjuntivo. A falha em qualquer dessas interações resulta em anomalias congênitas.
A falha na separação palpebral resulta em uma condição chamada anquiloblefarão (fusão das margens palpebrais). Se houver uma falha completa na formação das pregas palpebrais com pele contínua sobre o olho, chama-se criptoftalmo. Colobomas palpebrais, citados em alternativas incorretas, geralmente derivam de falhas na fusão dos processos faciais, não da separação tardia.
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