Teste das 4 Dioptrias: Avaliação da Fusão Bifoveal

CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2016

Enunciado

O teste das 4 dioptrias é utilizado para pesquisar:

Alternativas

  1. A) Heterotropia torcional
  2. B) Ambliopia
  3. C) Baixa acuidade visual por ametropia não corrigida
  4. D) Fusão bifoveal

Pérola Clínica

Teste das 4 dioptrias base externa → detecta ausência de fusão bifoveal ou microestrabismo.

Resumo-Chave

O teste utiliza um prisma de 4 dioptrias base externa para identificar pequenos escotomas de supressão. A ausência de movimento de convergência compensatória no olho contralateral indica falha na fusão bifoveal.

Contexto Educacional

O teste das 4 dioptrias de base externa (4Δ Base-Out Test) é uma ferramenta diagnóstica essencial na estrabologia para avaliar a integridade da visão binocular foveal. Ele se baseia na Lei de Hering da inervação igualitária: quando o prisma desloca a imagem para a retina temporal do olho testado, este realiza um movimento de adução para refixar, o que gera um movimento de versão (abdução) correspondente no olho contralateral. A interpretação clínica depende da observação desses movimentos reflexos. Se o paciente possui fusão bifoveal, o movimento de abdução do olho contralateral é seguido por uma fusão (convergência) rápida. Em casos de microtropia com escotoma de supressão, se o prisma for colocado sobre o olho fixador, o olho com escotoma fará apenas a versão para fora; se colocado sobre o olho com escotoma, nenhum movimento será observado, pois a imagem deslocada permanece dentro da zona de supressão.

Perguntas Frequentes

Como é realizado o teste das 4 dioptrias?

O examinador coloca subitamente um prisma de 4 dioptrias com a base para fora (base externa) na frente de um dos olhos enquanto o paciente fixa um objeto à distância. Observa-se o movimento de ambos os olhos. Em um paciente normal com fusão bifoveal, o olho sob o prisma se move para dentro para refixar a imagem (versão), e o outro olho faz um movimento de versão para fora seguido de um movimento de convergência (fusão) para retomar a fixação. Se houver um escotoma de supressão no olho sob o prisma, nenhum movimento ocorre. Se o escotoma estiver no olho oposto, ocorre apenas o movimento de versão sem a convergência compensatória.

O que indica a ausência de movimento de convergência?

A ausência do movimento de convergência compensatória no olho que não recebeu o prisma sugere a presença de um escotoma de supressão foveal nesse olho. Isso é característico de microestrabismos, onde a imagem cai sobre uma área de supressão para evitar a diplopia, impedindo a fusão bifoveal plena. O teste é extremamente sensível para detectar desvios tão pequenos que podem não ser evidentes no cover test simples.

Qual a principal indicação clínica deste teste?

A principal indicação é a investigação de microtropias (microestrabismos) em pacientes que apresentam uma leve redução da acuidade visual unilateral sem causa aparente ou em casos de ambliopia inexplicada. Ele ajuda a confirmar se a binocularidade é normal (fusão bifoveal) ou se existe uma adaptação sensorial patológica que impede a percepção foveal simultânea em ambos os olhos.

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