SMS João Pessoa - Secretaria Municipal de Saúde de João Pessoa (PB) — Prova 2026
A cirurgia antirrefluxo vídeolaparoscópica é uma opção de tratamento para pacientes com doença do refluxo gastroesofágico (DRGE) que não respondem à terapia médica máxima. Qual é a técnica cirúrgica mais comumente utilizada para a criação de uma fundoplicatura de 360 graus no tratamento da DRGE?
Fundoplicatura total (360°) = Nissen; Fundoplicatura parcial posterior = Toupet.
A técnica de Nissen cria uma válvula de 360 graus ao redor do esôfago distal, sendo o padrão-ouro cirúrgico para DRGE refratária.
A Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE) é uma condição crônica resultante do fluxo retrógrado do conteúdo gastroduodenal para o esôfago. Quando o tratamento clínico falha ou não é desejado, a cirurgia antirrefluxo visa restaurar a competência da barreira na transição esofagogástrica. A fundoplicatura de Nissen, realizada por videolaparoscopia, consiste na mobilização do fundo gástrico e sua sutura ao redor do esôfago abdominal, criando uma válvula de 360 graus. Esta técnica aumenta a pressão basal do esfíncter esofágico inferior e reduz o número de relaxamentos transitórios. Embora altamente eficaz no controle do refluxo ácido, a seleção criteriosa do paciente, incluindo manometria e pHmetria pré-operatórias, é essencial para prever o sucesso funcional e minimizar efeitos colaterais como a disfagia.
O tratamento cirúrgico é indicado para pacientes com DRGE que apresentam controle inadequado dos sintomas com terapia medicamentosa máxima (IBPs), pacientes que desejam interromper o uso crônico de medicação, presença de complicações como estenose esofágica ou esôfago de Barrett (em casos selecionados), e pacientes com sintomas extraesofágicos (tosse, asma, rouquidão) claramente relacionados ao refluxo.
A técnica de Nissen é uma fundoplicatura total, onde o fundo gástrico envolve o esôfago em 360 graus. Já a técnica de Toupet é uma fundoplicatura parcial posterior, geralmente de 270 graus. A técnica de Toupet é frequentemente preferida em pacientes com distúrbios de motilidade esofágica (peristalse ineficaz) para reduzir o risco de disfagia pós-operatória, que é mais comum na técnica de Nissen.
As complicações mais frequentes incluem a disfagia transitória (dificuldade de deglutição), a síndrome de 'gas-bloat' (incapacidade de arrotar ou vomitar, levando a distensão abdominal e flatulência) e o deslizamento da válvula. A maioria dos casos de disfagia resolve-se espontaneamente em algumas semanas com dieta progressiva, mas casos persistentes podem exigir dilatação endoscópica ou reintervenção.
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