IFF/Fiocruz - Instituto Fernandes Figueira (RJ) — Prova 2021
O refluxo gastroesofagiano pode ser tratado por diferentes técnicas cirúrgicas. As fundoplicaturas com diversas variações tem sido utilizadas com sucesso. A fundoplicatura considerada como padrão no tratamento desta afecção é denominada técnica de:
Fundoplicatura de Nissen (360º) = padrão ouro para tratamento cirúrgico da DRGE.
A fundoplicatura de Nissen é a técnica cirúrgica mais utilizada e considerada o padrão no tratamento da doença do refluxo gastroesofágico (DRGE). Ela envolve a criação de uma válvula de 360 graus ao redor do esôfago distal com o fundo gástrico, restaurando a barreira anti-refluxo e aliviando os sintomas de forma eficaz.
A doença do refluxo gastroesofágico (DRGE) é uma condição comum que afeta milhões de pessoas, e o tratamento cirúrgico, principalmente as fundoplicaturas, desempenha um papel crucial em pacientes refratários ao tratamento clínico ou com complicações. A fundoplicatura de Nissen, que consiste em um envoltório completo (360 graus) do esôfago distal pelo fundo gástrico, é amplamente reconhecida como a técnica padrão ouro devido à sua eficácia comprovada na redução dos sintomas de refluxo e na cicatrização da esofagite. Ela restaura a função da barreira anti-refluxo, impedindo o retorno do conteúdo gástrico para o esôfago. Existem outras variações de fundoplicaturas, como as técnicas de Dor (anterior parcial, 180-200 graus), Toupet (posterior parcial, 270 graus), Lind, Belsey e Hill, cada uma com suas indicações e vantagens específicas. As fundoplicaturas parciais são frequentemente consideradas em pacientes com dismotilidade esofágica preexistente, a fim de minimizar o risco de disfagia pós-operatória, uma complicação potencial da fundoplicatura de Nissen. No entanto, a Nissen continua sendo a mais estudada e com os resultados a longo prazo mais consistentes para a maioria dos pacientes. Para residentes, é fundamental conhecer as diferentes técnicas e suas indicações, mas ter clareza sobre qual é considerada o padrão. A escolha da técnica cirúrgica deve ser individualizada, baseada na avaliação pré-operatória completa do paciente, incluindo manometria esofágica e pHmetria, para garantir o melhor resultado e minimizar complicações como disfagia, síndrome de gás-bloat ou diarreia. O domínio dessas técnicas é essencial para o cirurgião geral e do aparelho digestivo.
A fundoplicatura de Nissen é uma técnica cirúrgica para tratar o refluxo gastroesofágico, onde o fundo do estômago é enrolado e suturado em 360 graus ao redor da parte inferior do esôfago, criando uma válvula que impede o refluxo de ácido.
As indicações incluem falha do tratamento clínico com inibidores de bomba de prótons, dependência de medicação, presença de complicações como esofagite grave, estenose ou esôfago de Barrett, e sintomas atípicos refratários.
A fundoplicatura total (Nissen) envolve um envoltório de 360 graus do esôfago, enquanto as parciais (como Dor ou Toupet) envolvem envoltórios de 180 a 270 graus. As parciais são preferidas em pacientes com dismotilidade esofágica para reduzir o risco de disfagia pós-operatória.
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