UNESC - Centro Universitário do Espírito Santo — Prova 2025
A fundoplicatura de Nissen é amplamente utilizada no tratamento da doença do refluxo gastroesofágico. Qual dos fatores a seguir é mais relevante ao planejar uma reoperação em um paciente que já foi submetido a uma fundoplicatura aberta?
Esôfago curto na reoperação de Nissen → Gastroplastia de Collis para alongamento.
O esôfago curto é um desafio técnico em reoperações de DRGE; a técnica de Collis permite criar um 'neoesôfago' para garantir uma válvula sem tensão.
A fundoplicatura de Nissen (360°) é o padrão-ouro cirúrgico para DRGE refratária. Contudo, a recidiva dos sintomas ou o surgimento de disfagia grave podem exigir reintervenção. As reoperações são tecnicamente exigentes devido a aderências e distorção da anatomia hiatal. Um dos achados transoperatórios mais críticos é o esôfago curto. Se a junção esofagogástrica não puder ser mantida no abdome sem tensão, o risco de nova migração intratorácica da válvula é altíssimo. Nesses casos, a gastroplastia de Collis, associada a uma nova fundoplicatura (geralmente parcial ou Nissen modificada), é a estratégia indicada para restaurar a barreira antirrefluxo de forma duradoura.
O esôfago curto é caracterizado pela incapacidade de obter pelo menos 2 a 3 cm de esôfago intra-abdominal sem tensão, mesmo após a mobilização mediastinal extensa. Isso geralmente ocorre devido à inflamação crônica e fibrose causadas pelo refluxo persistente ou hérnias de hiato volumosas e antigas.
A técnica consiste em realizar uma incisão linear no fundo gástrico, paralela à pequena curvatura, efetivamente 'alongando' o esôfago tubular com tecido gástrico. Isso permite que a fundoplicatura seja confeccionada ao redor desse neoesôfago, permanecendo abaixo do diafragma sem tração excessiva.
As causas incluem o 'slippage' (deslizamento da válvula para o estômago), herniação da válvula para o tórax, desfazimento da sutura da válvula ou indicação incorreta (como em pacientes com acalasia ou dismotilidade grave não diagnosticadas).
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