UNAERP - Universidade de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2020
Qual das seguintes opções não é um dos cinco princípios de correção cirúrgica do refluxo gastroesofágico?
Princípios fundoplicatura: reparo crural, esôfago intra-abdominal (2cm), válvula frouxa, preservar vago.
A cirurgia de refluxo gastroesofágico (fundoplicatura) segue princípios para criar uma válvula anti-refluxo eficaz sem causar disfagia. Isso inclui o reparo da hérnia de hiato, obtenção de um segmento esofágico intra-abdominal adequado e a criação de uma fundoplicatura que não seja excessivamente apertada, além da preservação do nervo vago.
A doença do refluxo gastroesofágico (DRGE) é uma condição comum que, em casos refratários ao tratamento clínico ou com complicações, pode exigir correção cirúrgica, sendo a fundoplicatura o procedimento mais realizado. A compreensão dos princípios cirúrgicos é vital para o sucesso da operação e para evitar complicações. Os princípios fundamentais da fundoplicatura incluem o reparo da hérnia de hiato (reparo crural), a obtenção de um segmento de esôfago intra-abdominal de aproximadamente 2 cm, a criação de uma fundoplicatura que não seja excessivamente apertada (válvula de cerca de 2 cm) para permitir a deglutição sem obstrução, e a preservação da integridade do nervo vago. O objetivo não é apenas aumentar a pressão do esfíncter esofágico inferior (EEI) para um valor arbitrário, mas sim restaurar sua função de barreira de forma fisiológica. Residentes em cirurgia devem dominar esses conceitos para realizar o procedimento com segurança e eficácia, garantindo a melhora da qualidade de vida dos pacientes com DRGE.
Os objetivos incluem restaurar a barreira anti-refluxo, eliminar a hérnia de hiato, criar um segmento de esôfago intra-abdominal adequado e permitir o relaxamento do esfíncter esofágico inferior durante a deglutição, evitando disfagia.
O reparo crural é fundamental para fechar o hiato esofágico alargado, prevenindo a herniação do fundo gástrico para o tórax e mantendo a fundoplicatura em sua posição intra-abdominal, o que é essencial para sua eficácia.
A lesão do nervo vago pode comprometer a motilidade esofágica e o relaxamento do esfíncter esofágico inferior, levando a disfagia e outros sintomas pós-operatórios, prejudicando o resultado da fundoplicatura.
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