HOB - Hospital Oftalmológico de Brasília (DF) — Prova 2020
Das funções fundamentais da placenta, aquela que NÃO corresponde à verdade é:
Placenta transporta excreção DO FETO PARA A MÃE, não o contrário.
A placenta é um órgão vital que atua como interface entre a mãe e o feto. Ela é responsável por diversas funções essenciais, incluindo a troca de nutrientes e oxigênio da mãe para o feto, a produção de hormônios para manter a gravidez e a atuação como barreira imunológica. No entanto, os produtos de excreção metabólica são transportados do feto para a mãe, que os elimina.
A placenta é um órgão temporário, mas de extrema complexidade e vitalidade, que se desenvolve durante a gravidez para sustentar o feto. Suas funções são multifacetadas e essenciais para o desenvolvimento fetal e a manutenção da gestação, tornando-a um tópico fundamental na obstetrícia e embriologia. Entre suas funções primordiais, destaca-se o transporte de nutrientes e oxigênio do sangue materno para o feto, garantindo seu crescimento e desenvolvimento adequados. A placenta também atua como um órgão endócrino, produzindo uma série de hormônios cruciais, como a gonadotrofina coriônica humana (hCG), progesterona e estrogênios, que regulam a gravidez e preparam o corpo materno para o parto e a lactação. Além disso, ela serve como uma barreira imunológica, protegendo o feto de certas células e substâncias maternas, enquanto permite a passagem de anticorpos (IgG) que conferem imunidade passiva ao feto. No entanto, um ponto crucial de atenção e frequentemente mal interpretado é o papel da placenta na excreção. A placenta é responsável por transportar os produtos de excreção metabólica gerados pelo feto (como ureia, creatinina e bilirrubina) do sangue fetal para o sangue materno. A mãe, por sua vez, é quem processa e elimina esses resíduos através de seus próprios sistemas excretórios (rins, fígado). A alternativa que afirma que a placenta transporta produtos de excreção da mãe para o feto está incorreta, pois a mãe não excreta seus próprios resíduos através da placenta para o feto; ela elimina os resíduos fetais. Compreender essa dinâmica é vital para entender a fisiologia da gravidez.
A placenta desempenha funções respiratória (troca de gases), nutricional (transporte de nutrientes), excretora (remoção de resíduos metabólicos fetais), endócrina (produção de hormônios como hCG, progesterona, estrogênios) e imunológica (barreira e transporte de anticorpos maternos).
A placenta impede a passagem de células imunológicas maternas para o feto, prevenindo a rejeição imunológica. Ela também transporta anticorpos maternos (IgG) para o feto, conferindo imunidade passiva contra patógenos aos quais a mãe já foi exposta.
A placenta produz gonadotrofina coriônica humana (hCG), que mantém o corpo lúteo e a produção de progesterona no início da gravidez; progesterona, essencial para a manutenção do endométrio e relaxamento uterino; e estrogênios, que promovem o crescimento uterino e mamário. Esses hormônios são vitais para o desenvolvimento e manutenção da gestação.
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