UFMT Revalida - Universidade Federal de Mato Grosso — Prova 2021
Os distúrbios da tireoide são comuns em mulheres adultas em fase reprodutiva. A identificação dessa condição no período gestacional é importante para uma boa evolução da gravidez. Em relação aos hormônios da tireoide na gravidez, é correto afirmar:
Na gravidez, TBG ↑ devido a estrogênio, elevando T4 total, mas T4 livre permanece normal.
O aumento dos níveis de estrogênio na gravidez estimula a síntese hepática da globulina transportadora de tiroxina (TBG) e reduz seu metabolismo, resultando em elevação do T4 total. No entanto, o T4 livre, que é a forma biologicamente ativa, geralmente se mantém dentro da faixa de normalidade.
Os distúrbios da tireoide são prevalentes em mulheres em idade reprodutiva e sua identificação e manejo adequados durante a gravidez são cruciais para a saúde materna e fetal. A gestação induz uma série de alterações fisiológicas no eixo tireoidiano, principalmente devido ao aumento dos níveis de estrogênio e da gonadotrofina coriônica humana (hCG). O estrogênio eleva a síntese hepática e diminui o catabolismo da globulina transportadora de tiroxina (TBG), resultando em um aumento progressivo do T4 total. O hCG, por sua vez, possui uma estrutura molecular semelhante ao TSH e pode estimular diretamente o receptor de TSH na tireoide, levando a uma supressão transitória do TSH e um aumento do T4 livre no primeiro trimestre. Embora o T4 total aumente, é fundamental que o T4 livre, a forma biologicamente ativa do hormônio, permaneça dentro da faixa de normalidade para garantir o desenvolvimento fetal adequado. Os hormônios tireoidianos maternos são essenciais para o desenvolvimento neurológico fetal, especialmente nas primeiras semanas, antes da tireoide fetal se tornar funcional. A triagem e o acompanhamento da função tireoidiana na gravidez são importantes para detectar condições como hipotireoidismo (que pode levar a complicações obstétricas e neurodesenvolvimento fetal comprometido) e hipertireoidismo (associado a pré-eclâmpsia, parto prematuro e baixo peso ao nascer). A causa mais comum de hipertireoidismo na gravidez é a Doença de Graves, enquanto a Tireoidite de Hashimoto é a principal causa de hipotireoidismo. O manejo dessas condições requer monitoramento rigoroso e tratamento individualizado para otimizar os desfechos materno-fetais.
A gravidez causa um aumento fisiológico na globulina transportadora de tiroxina (TBG) devido ao estrogênio, o que eleva o T4 total. O TSH pode diminuir no primeiro trimestre devido à ação do hCG, mas o T4 livre geralmente permanece normal.
Sim, os hormônios tireoidianos maternos atravessam a barreira placentária em pequena quantidade, sendo cruciais para o desenvolvimento cerebral fetal no início da gestação, antes da tireoide fetal estar totalmente funcional.
A causa mais comum de hipertireoidismo na gravidez é a Doença de Graves, uma doença autoimune, e não a Tireoidite de Hashimoto, que é mais associada ao hipotireoidismo.
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