UFGD/HU - Hospital Universitário de Dourados (MS) — Prova 2020
O hipotireoidismo complica cerca de 0,1 a 0,3% das gestações aumentando risco de abortamento, restrição de crescimento intrauterino, prematuridade, nati- mortalidade, entre outros. O rastreio universal dessa patologia no pré-natal não é preconizado, embora a investigação em pacientes de risco aumentado seja fortemente recomendada (gestantes com história pessoal ou familiar de patologias da tireoide). Dentre as alterações associadas a patologias da tireoide, na gravidez, assinale a alternativa correta.
1º trimestre gestacional: ↑ hCG → ↓ TSH fisiológico, T4 livre normal.
No primeiro trimestre da gestação, a gonadotrofina coriônica humana (hCG), que compartilha homologia estrutural com o TSH, pode estimular a tireoide, resultando em uma supressão fisiológica do TSH. É crucial que o T4 livre permaneça dentro dos limites da normalidade para diferenciar essa alteração fisiológica de um hipertireoidismo patológico.
A gravidez induz uma série de alterações fisiológicas no eixo tireoidiano, que são cruciais para o desenvolvimento fetal e a saúde materna. No primeiro trimestre, a gonadotrofina coriônica humana (hCG), que compartilha homologia estrutural com o TSH, atua como um fraco agonista do receptor de TSH. Isso pode levar a uma estimulação transitória da tireoide e, consequentemente, a uma supressão fisiológica do TSH sérico, que pode ser mais acentuada em gestações múltiplas ou em casos de hiperemese gravídica. Apesar da supressão do TSH, os níveis de T4 livre geralmente permanecem dentro dos limites da normalidade ou ligeiramente elevados, refletindo uma função tireoidiana adequada. É fundamental reconhecer essa alteração fisiológica para evitar diagnósticos errôneos de hipertireoidismo e tratamentos desnecessários. A interpretação dos testes de função tireoidiana na gravidez deve sempre considerar os valores de referência específicos para cada trimestre. O rastreamento universal do hipotireoidismo no pré-natal não é amplamente recomendado, mas a investigação em gestantes com fatores de risco (história pessoal ou familiar de doença tireoidiana, sintomas, etc.) é fortemente indicada. O manejo adequado das disfunções tireoidianas na gravidez é essencial para prevenir complicações maternas e fetais, como abortamento, restrição de crescimento intrauterino e prematuridade.
Durante a gravidez, há um aumento da globulina ligadora de tiroxina (TBG), que eleva o T4 total. O hCG pode suprimir o TSH no primeiro trimestre, e a demanda por hormônios tireoidianos aumenta, exigindo maior produção pela tireoide.
O TSH pode estar reduzido devido à estimulação da tireoide pela gonadotrofina coriônica humana (hCG), que tem uma estrutura semelhante ao TSH e pode ativar seus receptores, resultando em um feedback negativo sobre a secreção de TSH.
O T4 livre é crucial para avaliar a função tireoidiana real, pois o T4 total é afetado pelo aumento do TBG. Um TSH baixo com T4 livre normal indica supressão fisiológica, enquanto um TSH baixo com T4 livre elevado sugere hipertireoidismo.
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