SEMUSA (SMS) Macaé — Prova 2020
O fígado e um órgão que funciona como centro da homeostasia metabólica, regulando o metabolismo da energia, coordenando a captação, o processamento e a distribuição de nutrientes e seus produtos energético. Marque a alternativa correta sobre a ampla função hepática no metabolismo:
Doença hepática crônica = trombocitopenia + coagulopatia por deficiência de fatores e vitamina K.
O fígado é central na síntese de fatores de coagulação e trombopoetina. Doenças hepáticas crônicas, como a cirrose, frequentemente resultam em trombocitopenia (devido a hiperesplenismo e menor produção) e coagulopatias (por deficiência de fatores de coagulação e vitamina K), impactando a homeostase hemostática.
O fígado é um órgão vital com funções metabólicas e sintéticas amplas, regulando o metabolismo de carboidratos, lipídios e proteínas, além de desempenhar um papel crucial na detoxificação e na hemostasia. A compreensão de suas funções é fundamental para entender as manifestações clínicas das hepatopatias. Doenças hepáticas crônicas, como a cirrose, impactam profundamente esses processos, levando a uma série de complicações sistêmicas. No contexto da coagulação, o fígado sintetiza a maioria dos fatores de coagulação e anticoagulantes, bem como a trombopoetina. Em pacientes com doença hepática avançada, é comum observar trombocitopenia (devido a hiperesplenismo e menor produção de trombopoetina) e coagulopatias (por deficiência de fatores de coagulação, especialmente os dependentes de vitamina K, e desequilíbrio entre fatores pró e anticoagulantes). Essas alterações aumentam o risco de sangramentos e, paradoxalmente, de eventos trombóticos. Além disso, o metabolismo dos carboidratos é afetado, podendo levar a hipoglicemia em casos graves ou resistência à insulina. As derivações portossistêmicas na cirrose podem alterar a depuração de substâncias, mas a hiperbilirrubinemia conjugada é mais comum devido à falha na excreção biliar. O manejo de pacientes com hepatopatias exige uma compreensão integrada dessas disfunções para otimizar o tratamento e prevenir complicações.
As hepatopatias graves podem levar a distúrbios do metabolismo dos carboidratos, resultando em hipoglicemia devido à falha na gliconeogênese e glicogenólise, e também hiperglicemia pós-prandial devido à resistência à insulina.
A trombocitopenia em pacientes com cirrose é multifatorial, incluindo hiperesplenismo (sequestro de plaquetas pelo baço aumentado), diminuição da produção de trombopoetina pelo fígado doente e, em alguns casos, supressão da medula óssea.
O fígado é o principal local de síntese de quase todos os fatores de coagulação (exceto o fator VIII) e de proteínas anticoagulantes. Na doença hepática, a síntese desses fatores é comprometida, levando a um estado de coagulopatia, frequentemente com deficiência de fatores dependentes de vitamina K.
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