FMABC - Faculdade de Medicina do ABC Paulista (SP) — Prova 2024
Em relação às doenças crónicas não transmissíveis, é correto afirmar:
Fumo passivo ↑ risco de doenças cardíacas em não fumantes em até 30%.
A exposição à fumaça ambiental do tabaco (fumo passivo) é um fator de risco significativo e evitável para doenças cardiovasculares, aumentando o risco de eventos cardíacos em não fumantes, ressaltando a importância de ambientes livres de fumaça.
As doenças crônicas não transmissíveis (DCNTs), como doenças cardiovasculares, diabetes, câncer e doenças respiratórias crônicas, representam a principal causa de morbimortalidade global. A compreensão de seus fatores de risco e estratégias de prevenção é crucial para a saúde pública e a prática clínica. Muitos desses fatores de risco são modificáveis, incluindo tabagismo, inatividade física, dieta inadequada e consumo excessivo de álcool. O tabagismo, tanto ativo quanto passivo, é um dos mais importantes fatores de risco para DCNTs. A exposição à fumaça ambiental do tabaco, ou fumo passivo, tem efeitos deletérios significativos na saúde cardiovascular de não fumantes. Estudos demonstram que o fumo passivo pode aumentar o risco de doenças cardíacas em até 30%, devido à inalação de substâncias tóxicas que promovem disfunção endotelial, inflamação e aterosclerose. A prevenção das DCNTs envolve uma abordagem multifacetada, incluindo educação em saúde, políticas públicas para ambientes livres de fumaça, promoção de hábitos de vida saudáveis e rastreamento e manejo de fatores de risco como hipertensão, dislipidemia e diabetes. Para residentes, é fundamental dominar esses conceitos para oferecer uma atenção integral e preventiva aos pacientes, reconhecendo a importância de abordar todos os fatores de risco, inclusive os ambientais.
O fumo passivo aumenta o risco de doenças cardiovasculares, câncer de pulmão, doenças respiratórias crônicas, asma em crianças e infecções de ouvido. Em gestantes, pode levar a baixo peso ao nascer e parto prematuro.
Mudanças no estilo de vida, como dieta DASH, redução do consumo de sódio, atividade física regular, manutenção de peso saudável e moderação no consumo de álcool, são comprovadamente eficazes na redução da pressão arterial e no controle da hipertensão.
A hipertensão arterial é o principal fator de risco modificável para acidente vascular cerebral (AVC). Ela danifica os vasos sanguíneos cerebrais, aumentando a probabilidade de isquemia ou hemorragia, elevando o risco de AVC em várias vezes.
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