HM São José - Hospital Municipal de São José (SC) — Prova 2023
Sobre a FR no ajuste da ventilação pulmonar mecânica (VPM), assinale a alternativa incorreta.
Doença obstrutiva VPM → FR baixa para ↑ tempo expiratório e ↓ auto-PEEP.
Em pacientes com doença obstrutiva (asma, DPOC), a frequência respiratória (FR) na ventilação mecânica deve ser mantida baixa. Isso permite um tempo expiratório prolongado, essencial para esvaziar os pulmões e evitar a hiperinsuflação dinâmica (auto-PEEP), que pode levar a barotrauma e instabilidade hemodinâmica, mesmo que a eliminação de CO2 possa ser um desafio.
A Frequência Respiratória (FR) é um parâmetro crítico no ajuste da Ventilação Pulmonar Mecânica (VPM), com implicações diretas na ventilação alveolar e na mecânica respiratória. Seu ajuste deve ser individualizado, considerando a patologia de base do paciente. Em condições normais, a FR é ajustada para manter um pH e PaCO2 adequados, em conjunto com o volume corrente. No entanto, em pacientes com doenças obstrutivas, como asma grave ou DPOC, a fisiopatologia envolve resistência aumentada ao fluxo aéreo expiratório. Nesses casos, uma FR alta é contraindicada. Pelo contrário, a FR deve ser mantida baixa para permitir um tempo expiratório prolongado. Isso é fundamental para que o paciente consiga esvaziar os pulmões adequadamente, prevenindo a hiperinsuflação dinâmica (auto-PEEP), que pode levar a barotrauma, volutrauma, e comprometer o retorno venoso e a estabilidade hemodinâmica. Embora uma FR baixa possa resultar em alguma retenção de CO2 (hipercapnia permissiva), esta é uma estratégia aceitável e muitas vezes necessária para proteger os pulmões. O objetivo primário é evitar a hiperinsuflação e suas consequências deletérias, mesmo que isso signifique tolerar um pH ligeiramente mais baixo. O ajuste da FR deve ser sempre feito em conjunto com o tempo inspiratório e a relação I:E, buscando otimizar o tempo expiratório.
O objetivo é prolongar o tempo expiratório, permitindo que os pulmões esvaziem adequadamente e minimizando a hiperinsuflação dinâmica (auto-PEEP). Isso reduz o risco de barotrauma, melhora a hemodinâmica e diminui o trabalho respiratório.
A hiperinsuflação dinâmica ocorre quando o tempo expiratório é insuficiente para o esvaziamento pulmonar completo, resultando em ar aprisionado e aumento da pressão intratorácica ao final da expiração. É perigosa pois aumenta o risco de barotrauma, compromete o retorno venoso e pode levar à instabilidade hemodinâmica.
A FR é inversamente proporcional ao tempo total do ciclo respiratório. Uma FR mais alta significa ciclos mais curtos, reduzindo tanto o tempo inspiratório quanto o expiratório. Em doenças obstrutivas, é crucial garantir um tempo expiratório adequado, mesmo que isso signifique uma FR mais baixa.
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