FRAX: Avaliação do Risco de Fratura na Osteoporose

HMASP - Hospital Militar de Área de São Paulo — Prova 2021

Enunciado

A osteoporose é a doença osteometabólica mais comum na prática clínica, sendo definida por baixa massa óssea associada à deterioração da microarquitetura do osso, o que acarreta aumento do risco de fragilidade e, por consequência, aumento de fraturas. Para avaliar o risco absoluto de fratura de um indivíduo foi desenvolvida uma ferramenta estatística denominada frax. Você atende uma paciente 58 anos menopausada há 6 anos, não realizou terapia de reposição hormonal, peso 54 kg, 1,65 cm de altura. Refere nunca ter sofrido fratura, porém sua mãe teve fratura de fêmur aos 62 anos de idade. É tabagista e fez uso de corticoide por quatro meses para lesões de pele, sem diagnóstico definido, há 2 anos. Faz uso de bebidas alcoólicas socialmente, nega doenças crônicas. Assinale a alternativa correta em reação ao frax nessa paciente:

Alternativas

  1. A) A anamnese fornece dados clínicos suficiente pra calcular o frax.
  2. B) O frax pode ser usado para diagnóstico e monitoramento do tratamento da osteoporose dessa paciente.
  3. C) Ao analisar os fatores de risco, o frax considera a intensidade da exposição de cada um deles.
  4. D) Para calcular o risco de fratura pelo frax, a densitometria óssea é necessária.
  5. E) O cálculo do frax deve ser utilizado na faixa etária de 40 a 90 anos.

Pérola Clínica

FRAX: Calcula risco de fratura por fatores clínicos, pode ser usado sem densitometria óssea (DMO), faixa etária 40-90 anos.

Resumo-Chave

O FRAX (Fracture Risk Assessment Tool) é uma ferramenta estatística que estima o risco de fraturas osteoporóticas maiores e de fêmur em 10 anos, baseando-se em fatores de risco clínicos, com ou sem a inclusão da densitometria óssea. Ele é aplicável para pacientes entre 40 e 90 anos e não é usado para diagnóstico ou monitoramento de tratamento, mas sim para avaliação de risco.

Contexto Educacional

A osteoporose é uma doença osteometabólica prevalente, caracterizada por baixa massa óssea e deterioração da microarquitetura, resultando em aumento da fragilidade óssea e risco de fraturas. A avaliação do risco de fratura é um pilar fundamental no manejo da osteoporose, e a ferramenta FRAX (Fracture Risk Assessment Tool) é amplamente utilizada para esse fim. Desenvolvida pela Organização Mundial da Saúde (OMS), o FRAX estima a probabilidade de fraturas osteoporóticas maiores e de quadril em 10 anos. O cálculo do FRAX baseia-se em uma série de fatores de risco clínicos, como idade, sexo, peso, altura, história prévia de fratura, história familiar de fratura de quadril, tabagismo, uso de glicocorticoides, artrite reumatoide, osteoporose secundária e consumo de álcool. É importante ressaltar que a ferramenta pode ser utilizada com ou sem a inclusão da densidade mineral óssea (DMO) do colo do fêmur, embora a DMO possa otimizar a precisão do cálculo. O FRAX é aplicável para indivíduos entre 40 e 90 anos de idade. É crucial entender que o FRAX é uma ferramenta de avaliação de risco, e não de diagnóstico ou monitoramento de tratamento. Ele auxilia na tomada de decisão sobre a necessidade de iniciar tratamento farmacológico, especialmente em pacientes com osteopenia. O conhecimento de seus parâmetros e limitações é essencial para residentes e profissionais de saúde que lidam com pacientes com risco de osteoporose e fraturas por fragilidade.

Perguntas Frequentes

O que é a ferramenta FRAX e para que serve?

O FRAX (Fracture Risk Assessment Tool) é uma ferramenta estatística desenvolvida pela OMS para calcular a probabilidade de um indivíduo sofrer uma fratura osteoporótica maior (clínica de coluna, antebraço, quadril ou ombro) e uma fratura de quadril nos próximos 10 anos. Ele serve para auxiliar na decisão de iniciar tratamento para osteoporose.

Quais fatores de risco são considerados pelo FRAX?

O FRAX considera fatores como idade, sexo, peso, altura, história prévia de fratura, história familiar de fratura de quadril, tabagismo atual, uso de glicocorticoides, artrite reumatoide, osteoporose secundária, consumo de álcool e, opcionalmente, o valor da densidade mineral óssea (DMO) do colo do fêmur.

A densitometria óssea é sempre necessária para calcular o FRAX?

Não, a densitometria óssea não é estritamente necessária para calcular o FRAX. A ferramenta pode ser utilizada apenas com os dados clínicos. No entanto, a inclusão do valor da DMO do colo do fêmur pode refinar a estimativa de risco, tornando-a mais precisa.

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