SMS-RJ - Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro — Prova 2023
Sobre as fraturas é correto afirmar que:
Fraturas sem desvio nem sempre são tratadas conservadoramente; algumas instáveis ou intra-articulares podem requerer cirurgia.
A ausência de desvio em uma fratura não garante que o tratamento conservador seja a melhor opção. Fraturas podem ser instáveis (mesmo sem desvio inicial), intra-articulares (que exigem redução anatômica para evitar artrose), ou ocorrer em locais de alta demanda funcional, onde a estabilidade é crucial. A decisão terapêutica depende de múltiplos fatores, não apenas do desvio inicial.
As fraturas ósseas são lesões comuns que exigem uma avaliação cuidadosa para determinar o tratamento mais adequado. A decisão entre tratamento conservador (imobilização) e cirúrgico é multifatorial e não se baseia apenas na presença ou ausência de desvio inicial. A compreensão dos princípios de estabilidade, função e potencial de consolidação é fundamental. A fisiopatologia da consolidação óssea é um processo complexo que busca restaurar a integridade e função do osso. Fraturas sem desvio podem, à primeira vista, parecer benignas, mas a instabilidade intrínseca da fratura (por exemplo, fraturas espirais longas ou cominutivas) pode levar a um desvio secundário, exigindo monitoramento rigoroso ou intervenção cirúrgica profilática. Fraturas intra-articulares, mesmo com mínimo desvio, são particularmente desafiadoras. A superfície articular deve ser restaurada anatomicamente para evitar a artrose pós-traumática e preservar a função da articulação. Portanto, a redução anatômica é frequentemente um pré-requisito para o tratamento cirúrgico nessas fraturas. Em contraste, fraturas diafisárias de ossos longos, como o úmero, podem tolerar algum grau de desvio angular ou rotacional, especialmente em pacientes idosos ou com baixa demanda funcional, devido à capacidade de remodelação óssea e compensação pelas articulações adjacentes.
A escolha depende de fatores como o tipo de fratura (estável vs. instável, intra-articular vs. extra-articular), localização, grau de desvio, idade e comorbidades do paciente, demanda funcional e presença de lesões associadas.
Fraturas intra-articulares envolvem a superfície articular. Uma redução não anatômica pode levar a incongruência articular, causando dor crônica, rigidez e artrose pós-traumática, mesmo com pequenos desvios.
Sim, fraturas sem desvio podem exigir cirurgia se forem instáveis (com alto risco de desvio secundário), se forem intra-articulares com incongruência articular, ou se a estabilização cirúrgica for necessária para permitir mobilização precoce e reabilitação.
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