PUC-PR Saúde - Pontifícia Universidade Católica do Paraná — Prova 2024
Sobre fraturas fisárias que ocorrem no osso em desenvolvimento, é CORRETO afirmar que
Fraturas fisárias fêmur distal → alto risco de alteração crescimento longitudinal devido à complexidade da fise.
Fraturas fisárias, especialmente as de Salter-Harris tipo V (compressão) e as que afetam a fise distal do fêmur, possuem um risco elevado de comprometimento do crescimento ósseo longitudinal. A fise do fêmur distal é responsável por uma grande parte do crescimento do membro inferior e possui uma anatomia complexa, tornando-a mais vulnerável a sequelas.
As fraturas fisárias são lesões que afetam a placa de crescimento (fise) em crianças e adolescentes, sendo cruciais para o crescimento longitudinal dos ossos. Sua importância clínica reside no potencial de causar distúrbios de crescimento, como encurtamento ou deformidades angulares. A epidemiologia mostra que são mais comuns em meninos e durante picos de crescimento, sendo o rádio distal o local mais frequentemente afetado. A classificação de Salter-Harris é fundamental para o diagnóstico e prognóstico, categorizando as fraturas de I a V. O traço de fratura geralmente passa pela camada hipertrófica da fise, que é a mais frágil. Fraturas na fise distal do fêmur, mesmo as aparentemente menos graves, carregam um risco significativamente maior de alterações no crescimento devido à sua complexidade anatômica e contribuição substancial para o crescimento do membro. O manejo dessas fraturas exige um acompanhamento rigoroso do crescimento ósseo, com exames radiográficos seriados. Complicações como a fusão fisária precoce ou o encurtamento são mais prováveis em tipos mais complexos (III, IV e V) e em fises de alto crescimento. A dificuldade de consolidação e as fraturas expostas são menos comuns como complicação primária, mas podem ocorrer em casos de alta energia.
A classificação de Salter-Harris divide as fraturas fisárias em cinco tipos, baseando-se no envolvimento da fise, metáfise e epífise, sendo o tipo V o de pior prognóstico.
A fise distal do fêmur é uma das mais ativas e complexas, respondendo por cerca de 37% do crescimento longitudinal do membro inferior, o que a torna mais vulnerável a lesões e sequelas.
As principais complicações incluem encurtamento do membro, deformidades angulares (varo ou valgo), fusão fisária precoce e pseudoartrose, com o risco variando conforme o tipo e localização da fratura.
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