Fraturas Fisárias: Risco de Alteração do Crescimento Ósseo

PUC-PR Saúde - Pontifícia Universidade Católica do Paraná — Prova 2024

Enunciado

Sobre fraturas fisárias que ocorrem no osso em desenvolvimento, é CORRETO afirmar que

Alternativas

  1. A) o traço dessas fraturas passa com mais frequência na camada germinativa da fise.
  2. B) quando ocorrem na fise distal do fêmur, têm mais chance de alteração no crescimento ósseo longitudinal.
  3. C) fraturas Salter-Harris tipos I e II apresentam maior risco de complicações.
  4. D) a complicação mais comum refere-se à dificuldade para consolidação.
  5. E) são comumente associadas a fraturas expostas.

Pérola Clínica

Fraturas fisárias fêmur distal → alto risco de alteração crescimento longitudinal devido à complexidade da fise.

Resumo-Chave

Fraturas fisárias, especialmente as de Salter-Harris tipo V (compressão) e as que afetam a fise distal do fêmur, possuem um risco elevado de comprometimento do crescimento ósseo longitudinal. A fise do fêmur distal é responsável por uma grande parte do crescimento do membro inferior e possui uma anatomia complexa, tornando-a mais vulnerável a sequelas.

Contexto Educacional

As fraturas fisárias são lesões que afetam a placa de crescimento (fise) em crianças e adolescentes, sendo cruciais para o crescimento longitudinal dos ossos. Sua importância clínica reside no potencial de causar distúrbios de crescimento, como encurtamento ou deformidades angulares. A epidemiologia mostra que são mais comuns em meninos e durante picos de crescimento, sendo o rádio distal o local mais frequentemente afetado. A classificação de Salter-Harris é fundamental para o diagnóstico e prognóstico, categorizando as fraturas de I a V. O traço de fratura geralmente passa pela camada hipertrófica da fise, que é a mais frágil. Fraturas na fise distal do fêmur, mesmo as aparentemente menos graves, carregam um risco significativamente maior de alterações no crescimento devido à sua complexidade anatômica e contribuição substancial para o crescimento do membro. O manejo dessas fraturas exige um acompanhamento rigoroso do crescimento ósseo, com exames radiográficos seriados. Complicações como a fusão fisária precoce ou o encurtamento são mais prováveis em tipos mais complexos (III, IV e V) e em fises de alto crescimento. A dificuldade de consolidação e as fraturas expostas são menos comuns como complicação primária, mas podem ocorrer em casos de alta energia.

Perguntas Frequentes

Quais são os tipos de fraturas fisárias segundo Salter-Harris?

A classificação de Salter-Harris divide as fraturas fisárias em cinco tipos, baseando-se no envolvimento da fise, metáfise e epífise, sendo o tipo V o de pior prognóstico.

Por que a fise distal do fêmur é mais suscetível a complicações?

A fise distal do fêmur é uma das mais ativas e complexas, respondendo por cerca de 37% do crescimento longitudinal do membro inferior, o que a torna mais vulnerável a lesões e sequelas.

Quais as principais complicações das fraturas fisárias?

As principais complicações incluem encurtamento do membro, deformidades angulares (varo ou valgo), fusão fisária precoce e pseudoartrose, com o risco variando conforme o tipo e localização da fratura.

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