SES-GO - Secretaria de Estado de Saúde de Goiás — Prova 2015
Uma criança de sete anos dá entrada no pronto-socorro, vítima de acidente automobilístico (sem uso de cinto de segurança e no banco dianteiro do passageiro). Em relação às fraturas faciais em crianças, nas circunstâncias desse acidente,
Fraturas faciais em crianças: terço superior (supraorbitárias, glabelares) são as mais sérias devido à proximidade com o SNC.
Em crianças, as fraturas do terço superior da face, como as supraorbitárias e glabelares, são consideradas as mais graves. Isso se deve à sua proximidade com estruturas intracranianas e ao risco de lesões associadas, exigindo avaliação e manejo cuidadosos.
Fraturas faciais em crianças são menos comuns que em adultos, mas apresentam particularidades anatômicas e fisiológicas que influenciam sua apresentação e manejo. A elasticidade óssea e a presença de dentes decíduos e germes dentários tornam o padrão de fratura diferente. A etiologia mais comum em crianças maiores são acidentes automobilísticos e quedas. O diagnóstico de fraturas faciais em crianças requer alta suspeição, especialmente em casos de trauma de alta energia. A avaliação clínica deve ser minuciosa, buscando sinais de assimetria, dor à palpação, crepitação, alterações visuais ou neurológicas. Exames de imagem como a tomografia computadorizada (TC) são essenciais para delinear a extensão das fraturas e identificar lesões associadas. O tratamento das fraturas faciais pediátricas visa restaurar a função e a estética, minimizando o impacto no crescimento facial. Fraturas do terço superior da face, como as supraorbitárias e glabelares, são particularmente preocupantes devido ao risco de lesões intracranianas e oculares, exigindo intervenção precoce e, muitas vezes, multidisciplinar. A decisão pela redução cirúrgica ou manejo conservador depende do tipo e da gravidade da fratura, da idade da criança e do potencial de crescimento ósseo.
Sinais incluem deformidade visível, dor intensa, edema, equimose periorbitária, rinorreia de líquor, alterações visuais ou neurológicas, que indicam a necessidade de avaliação urgente.
São mais sérias devido à proximidade com o sistema nervoso central, podendo causar lesões cerebrais, oculares e de base de crânio, com risco de sequelas graves e impacto no desenvolvimento.
A abordagem inicial inclui estabilização das vias aéreas, avaliação neurológica e ocular, e exames de imagem como TC de face e crânio para determinar a extensão da lesão e planejar a intervenção.
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