ESP CE - Escola de Saúde Pública do Ceará — Prova 2016
Sobre o traumatismo cranioencefálico (TCE), é correto afirmar:
Fraturas de crânio → alto risco de lesões intraparenquimatosas (66% dos casos).
A presença de fraturas de crânio, mesmo sem sinais neurológicos focais evidentes, é um indicador de maior energia do trauma e aumenta significativamente a probabilidade de lesões cerebrais subjacentes, como contusões e hematomas intraparenquimatosos. A avaliação por imagem é crucial nesses casos.
O Traumatismo Cranioencefálico (TCE) é uma das principais causas de morbimortalidade, especialmente em jovens. Sua correta avaliação e manejo são cruciais na prática médica. A classificação da gravidade pelo Escala de Coma de Glasgow (ECG) é fundamental, sendo TCE leve (ECG 13-15), moderado (ECG 9-12) e grave (ECG ≤ 8). A presença de fraturas de crânio é um achado importante, pois indica maior energia do trauma e está associada a um risco elevado de lesões intracranianas subjacentes, como contusões, hematomas intraparenquimatosos, subdurais ou epidurais. O diagnóstico do TCE baseia-se na história clínica, exame físico e, principalmente, em exames de imagem. A tomografia computadorizada (TC) de crânio é o método de escolha para avaliar lesões agudas, como fraturas, hematomas e edema cerebral. É importante lembrar que nem toda concussão leve apresenta alterações na TC, e a ausência de achados na imagem não exclui a possibilidade de lesão cerebral difusa ou concussão. O tratamento do TCE varia conforme a gravidade e o tipo de lesão. O manejo inicial foca na estabilização do paciente, controle da via aérea, respiração e circulação (ABC). Em casos de lesões com efeito de massa ou hipertensão intracraniana, intervenções neurocirúrgicas podem ser necessárias. A observação clínica rigorosa e o monitoramento neurológico são essenciais para detectar deterioração e intervir precocemente.
Sinais de alerta incluem alteração do nível de consciência, cefaleia intensa, vômitos, convulsões, déficits neurológicos focais e sinais de hipertensão intracraniana, indicando possível lesão intracraniana.
A Escala de Coma de Glasgow (ECG) é fundamental para classificar a gravidade do TCE (leve, moderado, grave) e monitorar a evolução neurológica do paciente, guiando a conduta e o prognóstico.
O hematoma subdural tem formato de crescente e cruza as linhas de sutura, enquanto o epidural é biconvexo (lenticular) e geralmente não cruza as suturas, sendo mais comumente associado à lesão da artéria meníngea média.
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