UFRN/HUOL - Hospital Universitário Onofre Lopes - Natal (RN) — Prova 2023
Paciente de 65 anos, vítima de queda de altura, sofreu fraturas de múltiplas costelas posteriores à esquerda, há cerca de 36 horas. Está em observação no pronto-socorro, há cerca de 24 horas, com queixa de dor respiratória dependente. As duas últimas imagens de radiografias de tórax não mostram sinais de derrame pleural ou pneumotórax; porém, há fraturas do 3º ao 8º arcos costais à esquerda. Sem uso de oxigênio. Nesse caso, a conduta deve ser
Fraturas de costelas sem complicações agudas (pneumotórax/derrame) e boa oxigenação → Alta com analgesia adequada.
Em pacientes com fraturas de costelas, a principal preocupação é a dor e suas consequências (hipoventilação, atelectasia, pneumonia) e a presença de lesões associadas (pneumotórax, hemotórax, contusão pulmonar). Se o paciente está estável, sem sinais de complicações agudas após um período de observação, a alta com analgesia otimizada é a conduta apropriada.
As fraturas de costelas são lesões comuns em traumas torácicos, especialmente em quedas de altura ou acidentes automobilísticos. A principal complicação imediata é a dor intensa, que pode levar à hipoventilação, atelectasia e pneumonia. Além disso, as fraturas podem estar associadas a lesões de órgãos intratorácicos, como pneumotórax, hemotórax, contusão pulmonar ou lesões de grandes vasos. A avaliação inicial deve incluir radiografia de tórax para identificar essas complicações. No caso apresentado, o paciente sofreu múltiplas fraturas de costelas, mas após 36 horas do trauma e 24 horas de observação, as radiografias de tórax não mostram derrame pleural ou pneumotórax, e o paciente não necessita de oxigênio. Isso indica estabilidade clínica e ausência de complicações agudas que exijam intervenção imediata ou internação prolongada. A conduta para fraturas de costelas sem complicações significativas é o manejo da dor. Uma analgesia adequada é crucial para permitir a expansão pulmonar e prevenir complicações respiratórias. Se o paciente está estável, com dor controlada ou passível de controle ambulatorial, e sem sinais de deterioração ou complicações, a alta hospitalar com orientação para analgesia otimizada e acompanhamento ambulatorial é a conduta mais apropriada. A drenagem torácica ou cirurgia para correção das fraturas são reservadas para casos específicos com complicações ou instabilidade torácica grave.
As principais complicações incluem dor intensa, hipoventilação, atelectasia, pneumonia, pneumotórax, hemotórax e contusão pulmonar. Fraturas de costelas superiores podem indicar lesão de grandes vasos, enquanto as inferiores podem sugerir lesão abdominal.
A analgesia adequada é fundamental para permitir que o paciente respire profundamente, tussa eficazmente e mobilize o tórax, prevenindo complicações respiratórias como atelectasia e pneumonia, que são comuns devido à dor e hipoventilação.
A cirurgia para fixação de fraturas de costelas (osteossíntese) é geralmente reservada para casos selecionados de instabilidade torácica grave (tórax instável), dor intratável, falha respiratória progressiva ou deformidades significativas que comprometem a função pulmonar.
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