HAC - Hospital Angelina Caron (PR) — Prova 2025
Um homem de 35 anos chega ao pronto-socorroapósum acidente de motocicleta. Ele apresenta dor intensa no membro inferior direito, com deformidade evidente e incapacidade de movimentação. Ao exame físico, nota-se inchaço, equimoses e sensibilidade à palpação na região do tornozelo. Não há sinais de lesão vascular ou neurológica. Qual é o tratamento inicial mais apropriado para esta condição?
Trauma com dor intensa, deformidade e incapacidade funcional → Suspeita de fratura = Imobilização + Analgesia.
Em casos de trauma com suspeita de fratura (dor intensa, deformidade, incapacidade funcional), a conduta inicial no pronto-socorro visa estabilizar a lesão e aliviar a dor. A imobilização com talas previne danos adicionais e a analgesia é fundamental para o conforto do paciente.
Fraturas de tornozelo são lesões ortopédicas comuns, frequentemente resultantes de traumas de alta energia como acidentes de motocicleta ou quedas. Elas representam um desafio significativo no pronto-socorro devido à dor intensa e à potencial instabilidade da articulação. O manejo inicial adequado é crucial para prevenir complicações, como lesões neurovasculares, e garantir um bom prognóstico funcional a longo prazo. Ao receber um paciente com suspeita de fratura, a avaliação inicial deve seguir os princípios do ATLS (Advanced Trauma Life Support), focando na estabilização do paciente. No exame do membro afetado, a inspeção para deformidades, inchaço e equimoses, e a palpação para sensibilidade são essenciais. A avaliação neurovascular (pulsos, sensibilidade, motricidade) é imperativa para descartar lesões associadas que demandam tratamento urgente, como a síndrome compartimental. O tratamento inicial de uma fratura suspeita ou confirmada no pronto-socorro consiste primariamente em imobilização e analgesia. A imobilização provisória com talas (gesso ou metálicas) reduz a dor, previne o agravamento da lesão e facilita a realização de exames complementares, como radiografias. A analgesia deve ser potente e precoce, utilizando opioides se necessário, para garantir o conforto do paciente enquanto se aguarda o tratamento definitivo, que pode incluir redução e imobilização mais robusta ou cirurgia.
Os sinais e sintomas incluem dor intensa e localizada, inchaço, equimose, deformidade evidente, incapacidade de suportar peso ou movimentar o tornozelo, e sensibilidade à palpação na região afetada.
A imobilização é crucial para estabilizar a fratura, prevenir o deslocamento dos fragmentos ósseos, reduzir a dor, diminuir o risco de lesões neurovasculares adicionais e facilitar o transporte seguro do paciente para exames e tratamento definitivo.
A avaliação neurovascular é fundamental para descartar lesões em nervos e vasos sanguíneos, que podem ter consequências graves como isquemia, perda de função ou até amputação. A presença de pulsos, sensibilidade e motricidade distal deve ser verificada e documentada.
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