USP/HCFMUSP - Hospital das Clínicas da FMUSP (SP) — Prova 2022
Menino, 5 anos de idade, caiu da bicicleta. Ao exame físico tem dor e deformidade do cotovelo. No serviço de urgência, foi realizada a radiografia apresentada. Qual é o nervo mais acometido nesse tipo de fratura?
Fratura supracondiliana de úmero em criança → Nervo interósseo anterior é o mais acometido (ramo do nervo mediano).
A fratura supracondiliana do úmero é a fratura de cotovelo mais comum em crianças. O nervo interósseo anterior, um ramo motor puro do nervo mediano, é o nervo mais frequentemente lesado devido à sua proximidade com a região da fratura.
A fratura supracondiliana do úmero é a fratura mais frequente do cotovelo na população pediátrica, representando cerca de 60% de todas as fraturas nessa região. Geralmente ocorre em crianças entre 5 e 10 anos, após quedas com o cotovelo em hiperextensão. A importância clínica reside na alta incidência de complicações neurovasculares, que exigem avaliação e manejo imediatos. Fisiopatologicamente, a fratura ocorre na região supracondiliana do úmero, uma área de transição entre a diáfise e a epífise distal, que é relativamente fina e vulnerável. O deslocamento dos fragmentos ósseos pode comprimir ou estirar as estruturas neurovasculares adjacentes. O nervo interósseo anterior, um ramo motor puro do nervo mediano, é o mais frequentemente lesado (cerca de 20% dos casos), seguido pelo nervo radial e, menos comumente, pelo nervo ulnar. A avaliação neurológica detalhada é crucial no exame físico. O tratamento varia conforme o grau de deslocamento, desde imobilização gessada para fraturas não deslocadas até redução fechada e fixação percutânea com fios de Kirschner para fraturas deslocadas. A síndrome compartimental é uma complicação rara, mas devastadora, que exige reconhecimento e fasciotomia de emergência. O prognóstico é geralmente bom com tratamento adequado, mas a vigilância para complicações é essencial.
A fratura supracondiliana do úmero é a fratura mais comum do cotovelo em crianças, geralmente resultante de quedas com o braço estendido.
A lesão do nervo interósseo anterior é avaliada pela incapacidade de fazer o sinal do "OK" (flexão da falange distal do polegar e do indicador), pois inerva o flexor longo do polegar e o flexor profundo dos dedos para o indicador.
Além das lesões nervosas (principalmente o nervo interósseo anterior), as complicações mais graves incluem a síndrome compartimental (emergência cirúrgica) e a deformidade em cúbito varo (Gunstock deformity) se não tratada adequadamente.
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