Fratura Supracondiliana Úmero Criança: Urgência e Complicações

PUC-PR Saúde - Pontifícia Universidade Católica do Paraná — Prova 2023

Enunciado

Nas fraturas supracondilianas do úmero em crianças, é CORRETO afirmar que

Alternativas

  1. A) são mais comuns em meninas na faixa etária próxima ao final do crescimento.
  2. B) o mecanismo de trauma mais comum é queda com o cotovelo em flexão.
  3. C) os tipos desviados (tipo III de Gartland) são considerados urgências cirúrgicas e podem levar à síndrome compartimental.
  4. D) o nervo ulnar é o mais comumente acometido nas fraturas tipo em extensão.
  5. E) é comum que mesmo as fraturas não desviadas (tipo I de Gartland) tenham indicação de tratamento cirúrgico.

Pérola Clínica

Fratura supracondiliana tipo III de Gartland = urgência cirúrgica devido ao alto risco de complicações neurovasculares.

Resumo-Chave

As fraturas supracondilianas do úmero são as mais comuns no cotovelo pediátrico. As fraturas desviadas (Gartland III) são urgências cirúrgicas devido ao risco significativo de lesão neurovascular e síndrome compartimental, exigindo redução e fixação.

Contexto Educacional

As fraturas supracondilianas do úmero são as fraturas mais comuns do cotovelo em crianças, representando cerca de 60% de todas as fraturas nessa região. Ocorrem predominantemente em crianças entre 5 e 7 anos, sem predileção por sexo. O mecanismo de trauma mais frequente é a queda sobre a mão estendida com o cotovelo em hiperextensão, resultando em fraturas do tipo em extensão. A classificação de Gartland é amplamente utilizada para guiar o tratamento: Tipo I (não desviada), Tipo II (desviada com córtex posterior intacto) e Tipo III (completamente desviada). Mais recentemente, foi adicionado o Tipo IV (instabilidade em flexão e extensão). As fraturas do Tipo III de Gartland são consideradas urgências cirúrgicas devido ao alto risco de lesões neurovasculares (principalmente nervo mediano e artéria braquial) e desenvolvimento de síndrome compartimental, que pode levar a sequelas graves como a contratura isquêmica de Volkmann. O tratamento das fraturas supracondilianas varia desde imobilização gessada para as fraturas não desviadas (Gartland I) até redução fechada ou aberta com fixação percutânea com fios de Kirschner para as fraturas desviadas (Gartland II, III e IV). A avaliação neurovascular rigorosa é fundamental no momento do diagnóstico e após qualquer manipulação, e a intervenção cirúrgica precoce é crucial para minimizar complicações em casos de desvio significativo.

Perguntas Frequentes

Qual o mecanismo de trauma mais comum nas fraturas supracondilianas do úmero em crianças?

O mecanismo mais comum é a queda sobre a mão estendida com o cotovelo em hiperextensão, resultando em uma fratura do tipo em extensão, que corresponde a cerca de 95% dos casos.

Quais são as principais complicações das fraturas supracondilianas do úmero?

As principais complicações incluem lesões neurovasculares (especialmente do nervo mediano e artéria braquial), síndrome compartimental, deformidade em cúbito varo (deformidade de Gunther) e rigidez articular.

Como a classificação de Gartland orienta o tratamento das fraturas supracondilianas?

Gartland I (não desviada) geralmente é tratada com imobilização. Gartland II (desviada com córtex posterior intacto) pode ser tratada com redução fechada e imobilização. Gartland III (completamente desviada) e IV (instabilidade em flexão e extensão) são urgências cirúrgicas, exigindo redução e fixação com fios de Kirschner.

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