SES-GO - Secretaria de Estado de Saúde de Goiás — Prova 2023
As fraturas supracondilares do úmero são mais frequentes no sexo masculino, mais comuns no lado esquerdo, e ocorrem, geralmente,
Fratura supracondilar úmero = mais comum em crianças < 10 anos, risco de lesão neurovascular.
As fraturas supracondilares do úmero são as fraturas mais comuns ao redor do cotovelo em crianças, tipicamente ocorrendo na primeira década de vida (3 a 10 anos) após quedas sobre o membro superior estendido. Elas são importantes devido ao alto risco de lesões neurovasculares e complicações como a síndrome de Volkmann.
As fraturas supracondilares do úmero são as fraturas mais frequentes na região do cotovelo em crianças, representando um desafio diagnóstico e terapêutico na ortopedia pediátrica. Elas são particularmente importantes devido ao alto potencial de complicações neurovasculares e deformidades. A incidência é maior no sexo masculino e no lado esquerdo, geralmente após quedas. A característica epidemiológica marcante dessas fraturas é sua ocorrência predominante na primeira década de vida, tipicamente entre 3 e 10 anos de idade, quando o cotovelo ainda está em desenvolvimento e a fise é mais vulnerável. O mecanismo mais comum é a queda sobre o membro superior estendido, resultando em uma fratura por extensão. O manejo dessas fraturas exige avaliação cuidadosa do estado neurovascular. O tratamento pode variar de imobilização gessada a redução fechada e fixação percutânea com fios de Kirschner, dependendo do grau de desvio e estabilidade. Para residentes, é fundamental reconhecer a faixa etária de risco, os sinais de alerta para complicações e os princípios de tratamento para evitar sequelas a longo prazo, como a contratura isquêmica de Volkmann.
As principais complicações incluem lesões neurovasculares (nervo mediano, radial, ulnar e artéria braquial), síndrome compartimental e contratura isquêmica de Volkmann, além de deformidades como o cúbito varo.
O mecanismo mais comum é a queda sobre o membro superior estendido com o cotovelo em hiperextensão, resultando em uma fratura supracondilar do tipo extensão.
É crucial realizar um exame neurovascular detalhado, avaliando pulsos (radial, ulnar), perfusão capilar, sensibilidade e motricidade dos dedos. Qualquer alteração exige atenção imediata e reavaliação.
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