UNIFESO/HCTCO - Hospital das Clínicas de Teresópolis Costantino Ottaviano (RJ) — Prova 2024
Pacientes idosos que dão entrada na emergência com queixa de dor proximal do fêmur após uma queda da própria altura, sempre devemos suspeitar de:
Idoso + queda da própria altura + dor proximal fêmur = Fratura Proximal do Fêmur até prova em contrário.
Em pacientes idosos, uma queda da própria altura com queixa de dor proximal do fêmur deve sempre levantar forte suspeita de fratura proximal do fêmur (colo ou trocantérica). A osteoporose e a fragilidade óssea aumentam drasticamente o risco, e o diagnóstico precoce é crucial para o manejo e prognóstico.
A fratura proximal do fêmur é uma das lesões ortopédicas mais graves e comuns em pacientes idosos, frequentemente associada a quedas da própria altura. Sua alta incidência está diretamente ligada à osteoporose e à fragilidade óssea, que tornam os ossos mais suscetíveis a fraturas mesmo com traumas de baixa energia. É uma condição que demanda atenção imediata devido à sua significativa morbimortalidade e impacto na qualidade de vida. O quadro clínico típico envolve dor intensa na região do quadril ou virilha, incapacidade de apoiar o membro afetado e, frequentemente, deformidade com encurtamento e rotação externa do membro. No entanto, é fundamental estar atento a apresentações atípicas, onde a dor pode ser menos exuberante ou o paciente consegue deambular, pois a suspeita clínica deve ser alta em qualquer idoso que relate queda e dor no quadril. O diagnóstico é inicialmente feito por radiografias, mas a ressonância magnética é essencial para excluir fraturas ocultas em casos de alta suspeita e radiografias normais. O tratamento da fratura proximal do fêmur é predominantemente cirúrgico e deve ser realizado o mais precocemente possível para minimizar complicações. A escolha da técnica cirúrgica (osteossíntese ou artroplastia) depende do tipo de fratura, idade do paciente e condições clínicas. O manejo pós-operatório envolve reabilitação precoce e prevenção de complicações como trombose venosa profunda, infecções e úlceras de pressão, visando restaurar a funcionalidade e reduzir a dependência.
Os sinais clássicos incluem dor intensa na região do quadril ou virilha, incapacidade de apoiar o membro, encurtamento do membro afetado e rotação externa do pé. No entanto, alguns pacientes podem apresentar dor menos intensa e até conseguir deambular.
A investigação imediata é crucial devido à alta morbimortalidade associada a essas fraturas em idosos. O atraso no diagnóstico e tratamento cirúrgico aumenta o risco de complicações como trombose, pneumonia e úlceras de pressão, além de piorar o prognóstico funcional.
Radiografias simples do quadril (AP e perfil) são geralmente o primeiro passo. Em casos de alta suspeita clínica com radiografias negativas, a ressonância magnética (RM) é o exame de escolha para detectar fraturas ocultas. A tomografia computadorizada (TC) pode ser útil para planejamento cirúrgico.
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