Fratura por Osteoporose: Diagnóstico e Fatores de Risco

UFRN/HUOL - Hospital Universitário Onofre Lopes - Natal (RN) — Prova 2022

Enunciado

Marina, de 70 anos, branca, procedente de Natal-RN, do lar, professora aposentada, queixa-se de dor de forte intensidade na região dorsal, há 12 horas, sendo levada à UPA. Ao exame físico, revelava grande dificuldade ao se mover na cama. À palpação das apófises espinhosas, apresentava dor intensa na região dorso-lombar baixa. A paciente negou comorbidades, é sedentária, foi fumante de 1 maço/dia dos 15 até 65 anos, com menopausa aos 45 anos. O diagnóstico provável é

Alternativas

  1. A) hérnia discal.
  2. B) osteoartrite da coluna.
  3. C) fratura por osteoporose.
  4. D) lombalgia postural.

Pérola Clínica

Idosa com dor dorsal aguda + fatores de risco (menopausa precoce, tabagismo) → Fratura por osteoporose.

Resumo-Chave

A osteoporose é uma doença silenciosa que aumenta o risco de fraturas, especialmente em mulheres pós-menopausa com fatores de risco como tabagismo e sedentarismo. Dor dorsal aguda em idosos deve levantar a suspeita de fratura vertebral.

Contexto Educacional

A osteoporose é uma doença esquelética sistêmica caracterizada pela diminuição da massa óssea e deterioração da microarquitetura do tecido ósseo, resultando em aumento da fragilidade óssea e suscetibilidade a fraturas. É uma condição prevalente em idosos, especialmente em mulheres pós-menopausa, e representa um grave problema de saúde pública devido à morbimortalidade associada às fraturas, principalmente as de fêmur, vértebras e punho. O diagnóstico de fratura por osteoporose em um paciente idoso com dor dorsal aguda deve ser prontamente considerado, especialmente na presença de fatores de risco como menopausa precoce, tabagismo e sedentarismo. A dor intensa à palpação das apófises espinhosas é um sinal clínico importante. A fisiopatologia envolve o desequilíbrio entre a formação e a reabsorção óssea, levando à perda de densidade. A investigação inclui radiografias da coluna para identificar fraturas e densitometria óssea para avaliar a densidade mineral óssea. O tratamento inicial foca no alívio da dor e na prevenção de novas fraturas. Isso pode incluir analgésicos, repouso, órteses e, a longo prazo, medicamentos anti-osteoporóticos (bifosfonatos, denosumabe, teriparatida) e suplementação de cálcio e vitamina D. A modificação do estilo de vida, com exercícios de fortalecimento muscular e equilíbrio, é crucial para reduzir o risco de quedas. O prognóstico depende da gravidade das fraturas e da adesão ao tratamento, visando melhorar a qualidade de vida e reduzir a incapacidade.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais fatores de risco para fraturas por osteoporose?

Os principais fatores de risco incluem idade avançada, sexo feminino, menopausa precoce, histórico familiar de osteoporose, tabagismo, etilismo, baixo peso, uso prolongado de corticosteroides, sedentarismo e certas doenças crônicas.

Como se manifesta uma fratura vertebral por osteoporose?

Frequentemente, manifesta-se como dor dorsal aguda e intensa, que pode ser exacerbada por movimentos. Em alguns casos, pode ser assintomática ou causar dor crônica, perda de altura e cifose progressiva.

Qual a conduta inicial diante da suspeita de fratura por osteoporose em idosa com dor dorsal?

A conduta inicial inclui analgesia adequada, repouso relativo e investigação diagnóstica com radiografias da coluna vertebral. A densitometria óssea é fundamental para confirmar o diagnóstico de osteoporose e avaliar o risco de futuras fraturas.

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