Fraturas na Pós-Menopausa: Diferenciando Traumáticas e por Fragilidade

Santa Casa de Barra Mansa (RJ) — Prova 2016

Enunciado

Mulher de 66 anos, do lar, procura atendimento ambulatorial para acompanhamento médico de rotina. Foi submetida recentemente a cirurgia por fratura no fêmur direito, após queda por escorregamento em casa. Relata menopausa aos 51 anos e diz que nunca fez uso da terapêutica hormonal da pós-menopausa, apesar das fortes ondas de calor na época. Atualmente ainda sente alguns calores. Queixa-se de desânimo para as atividades diárias e não tem vontade de sair de casa, por vezes sentindo-se triste sem motivo aparente, acreditando que isso seja devido à saída do filho de casa, porque se casou, embora o veja quase diariamente. Refere que era muito alegre e disposta antes da menopausa. Nega problemas no relacionamento conjugal, mas o desejo sexual está muito diminuído. Nesse caso:

Alternativas

  1. A) É esperado que o hormônio folículo estimulante (FSH) esteja baixo, estimulando pouco o ovário. Assim, há menor produção de androgênios, levando a redução da libido.
  2. B) Se a paciente tivesse feito uso da terapêutica hormonal da pós-menopausa, a chance de fratura seria similar, já que ela teve uma fratura do tipo traumático.
  3. C) Os calores que a paciente sente agora não têm relação com a deficiência estrogênica, pois a menopausa ocorreu há 15 anos. Assim, a terapêutica hormonal não a aliviaria.
  4. D) O estado depressivo da paciente decorre do desequilíbrio entre o hormônio folículo estimulante (FSH) e o luterinizante (LH), que altera os níveis de serotonina.
  5. E) A fratura deve ter sido decorrente de osteoporose, possivelmente conseqüente ao hipoestrogenismo prolongado.

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