Osteoporose Pós-menopausa: Manejo da Fratura por Fragilidade

UFRGS/HCPA - Hospital de Clínicas de Porto Alegre (RS) — Prova 2025

Enunciado

Paciente feminina, de 73 anos, veio à consulta de rotina queixando-se de dor lombar, iniciada há aproximadamente 2 semanas após uma queda da própria altura em casa. Relatou fazer atividade física regularmente e tentar manter hábitos de vida saudáveis, tendo como base uma dieta vegana. Não havia história de fraturas prévias. A menopausa ocorrera aos 43 anos, sem uso de terapia de reposição hormonal. Submetia-se a tratamento para câncer de mama com inibidor de aromatase há 2 anos e negou uso de outros medicamentos. Trouxe raio X de coluna recente, evidenciando fratura moderada de T12 e L1. Diante do quadro, qual a conduta inicial mais adequada?

Alternativas

  1. A) Solicitar densitometria óssea para confirmar o diagnóstico de osteoporose.
  2. B) Solicitar exames laboratoriais para afastar causas secundárias de osteoporose e iniciar tratamento farmacológico com antirreabsortivo.
  3. C) Interromper o inibidor de aromatase e iniciar suplementação de cálcio, vitamina D e proteína.
  4. D) Orientar analgesia, imobilização e suplementação de cálcio e vitamina D e reavaliar a paciente em 3 meses com novo exame de imagem.

Pérola Clínica

Fratura por fragilidade em idosa com fatores de risco → investigar causas secundárias e iniciar tratamento farmacológico.

Resumo-Chave

Uma paciente idosa com fratura por fragilidade (vertebral, após queda da própria altura) e fatores de risco (menopausa precoce, uso de inibidor de aromatase, dieta vegana) já tem diagnóstico de osteoporose grave e necessita de investigação de causas secundárias e tratamento farmacológico imediato.

Contexto Educacional

A osteoporose é uma doença esquelética sistêmica caracterizada por diminuição da massa óssea e deterioração da microarquitetura do tecido ósseo, levando a um aumento da fragilidade óssea e, consequentemente, a um maior risco de fraturas. É particularmente prevalente em mulheres pós-menopausa devido à deficiência estrogênica. Fraturas por fragilidade, como as vertebrais, são eventos graves que marcam o diagnóstico de osteoporose estabelecida. Neste caso, a paciente apresenta múltiplos fatores de risco para osteoporose, incluindo idade avançada, menopausa precoce, dieta vegana (potencial deficiência de cálcio/vitamina D) e, crucialmente, o uso de inibidor de aromatase para câncer de mama, que é um fator de risco iatrogênico significativo para perda óssea. A presença de fraturas vertebrais após uma queda da própria altura já estabelece o diagnóstico de osteoporose grave, independentemente do resultado de uma densitometria óssea. A conduta inicial mais adequada envolve a investigação de causas secundárias de osteoporose, pois a paciente tem fatores de risco que podem agravar a condição (dieta, inibidor de aromatase). Além disso, o tratamento farmacológico com um agente antirreabsortivo (como bisfosfonatos) deve ser iniciado prontamente para reduzir o risco de novas fraturas. A suplementação de cálcio e vitamina D é um pilar do tratamento, mas não substitui a terapia farmacológica em casos de fratura por fragilidade.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais fatores de risco para osteoporose em mulheres?

Os principais fatores de risco incluem menopausa precoce, idade avançada, baixo peso, tabagismo, alcoolismo, uso de glicocorticoides e algumas doenças crônicas.

Por que os inibidores de aromatase aumentam o risco de osteoporose?

Inibidores de aromatase reduzem drasticamente os níveis de estrogênio, que é essencial para a manutenção da densidade óssea, acelerando a perda óssea e aumentando o risco de fraturas.

Quando a densitometria óssea é dispensável para o diagnóstico de osteoporose?

A densitometria óssea pode ser dispensada para o diagnóstico de osteoporose quando já há uma fratura por fragilidade, pois esta já é um critério diagnóstico por si só.

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