Fratura de Pênis: Diagnóstico e Manejo da Lesão Uretral

IDOR - Instituto D'Or de Pesquisa e Ensino - Rede D'Or (RJ) — Prova 2024

Enunciado

Paciente de 28 anos comparece à emergência com relato de estalo durante atividade sexual seguida de dor e detumenscência peniana há 5 horas. Apresenta hematoma no local e região escrotal e discreto desvio peniano. É correto afirmar que:

Alternativas

  1. A) Diante da suspeita de trauma uretral associado, deve ser associada ureterocistografia retógrada no início do ato cirúrgico antes da sondagem
  2. B) O diagnóstico deve ser confirmado por ultrassonografia com doppler associado a uretrocistografia retrógrada
  3. C) A lesão consiste na ruptura da túnica vascular com integridade da fáscia de Buck
  4. D) O desvio peniano ocorre para o lado da lesão, definindo a lateralidade da incisão (preferencialmente semicircunferencial)

Pérola Clínica

Fratura de pênis + suspeita de lesão uretral → Uretrocistografia retrógrada ANTES da sondagem.

Resumo-Chave

A fratura de pênis é uma emergência urológica que requer reparo cirúrgico imediato. A presença de hematoma escrotal ou uretrorragia deve levantar a suspeita de lesão uretral associada, indicando a necessidade de uretrocistografia retrógrada pré-operatória para guiar a conduta.

Contexto Educacional

A fratura de pênis é uma emergência urológica rara, mas grave, que ocorre devido à ruptura da túnica albugínea dos corpos cavernosos, geralmente durante a atividade sexual vigorosa. Sua importância clínica reside na necessidade de diagnóstico e tratamento cirúrgico imediatos para preservar a função erétil e evitar deformidades penianas a longo prazo. Residentes devem estar aptos a reconhecer rapidamente essa condição. A fisiopatologia envolve o dobramento abrupto do pênis ereto, resultando em pressão excessiva nos corpos cavernosos e consequente ruptura da túnica albugínea. Os sinais e sintomas incluem um "estalo" audível, dor intensa, detumescência imediata e um hematoma que pode se estender ao escroto e períneo. O diagnóstico é predominantemente clínico, mas a ultrassonografia pode ser útil em casos atípicos. A suspeita de lesão uretral (presente em 10-20% dos casos) é crucial e deve ser investigada com uretrocistografia retrógrada. O tratamento é cirúrgico e deve ser realizado o mais rápido possível para drenar o hematoma e reparar a túnica albugínea. A exploração cirúrgica permite identificar e suturar a ruptura, minimizando complicações como curvatura peniana, disfunção erétil e fístulas uretrocutâneas. O prognóstico é geralmente bom com tratamento precoce e adequado, mas atrasos podem levar a sequelas significativas.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais e sintomas clássicos de uma fratura de pênis?

Os sinais clássicos incluem um estalo audível durante a relação sexual, dor intensa, detumescência imediata, inchaço e hematoma peniano ("berinjela"). Pode haver desvio peniano.

Por que é importante realizar uma uretrocistografia retrógrada em casos de fratura de pênis?

A uretrocistografia retrógrada é crucial para descartar ou confirmar lesão uretral associada, especialmente se houver hematoma escrotal, uretrorragia ou dificuldade para urinar, antes de qualquer instrumentação uretral.

Qual a conduta inicial em caso de suspeita de fratura de pênis?

A conduta inicial é o diagnóstico clínico e a avaliação da uretra. O tratamento definitivo é cirúrgico, com reparo imediato da túnica albugínea rompida para evitar complicações como disfunção erétil e curvatura peniana.

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