Fratura Pélvica Instável: Manejo Inicial e Controle Hemorrágico

UDI Hospital - Hospital UDI São Luís (MA) — Prova 2018

Enunciado

Paciente de 30 anos se envolve em uma colisão automotiva. É socorrida pelo SAMU e levada para a emergência onde as radiografias confirmam uma fratura pélvica fechada com alargamento de sínfise pública. Ela fica hipotensa na sala de emergência. A próxima etapa importante no tratamento seria:

Alternativas

  1. A) Laparotomia exploradora
  2. B) Transfusão imediata
  3. C) Aplicar um lençol ou contenção pélvica ao redor da cintura da paciente
  4. D) Realizar uma tomografia de pelve
  5. E) Fixação externa ortopédica

Pérola Clínica

Fratura pélvica instável + hipotensão → estabilização pélvica imediata para controle hemorrágico.

Resumo-Chave

Em fraturas pélvicas instáveis com hipotensão, a principal preocupação é o sangramento retroperitoneal maciço. A aplicação de um lençol ou contenção pélvica visa reduzir o volume da pelve e tamponar o sangramento, sendo uma medida inicial crucial para estabilização hemodinâmica.

Contexto Educacional

Fraturas pélvicas são lesões de alta energia frequentemente associadas a sangramento significativo e instabilidade hemodinâmica, representando um desafio no manejo do trauma. A pelve é uma estrutura vascularizada, e sua fratura pode levar à ruptura de vasos venosos e arteriais, além de sangramento ósseo, resultando em choque hipovolêmico. A mortalidade em fraturas pélvicas instáveis com choque pode ser alta. O manejo inicial de um paciente com fratura pélvica e hipotensão segue os princípios do ATLS (Advanced Trauma Life Support), com prioridade para a avaliação e estabilização das vias aéreas, respiração e circulação. A hipotensão em um paciente com fratura pélvica deve levantar a suspeita de hemorragia retroperitoneal maciça. A medida mais importante e imediata para controlar o sangramento em fraturas pélvicas instáveis é a estabilização mecânica da pelve. A aplicação de um lençol, cinto pélvico ou dispositivo comercial de estabilização pélvica ao redor dos trocânteres maiores visa reduzir o volume do anel pélvico, aproximando os fragmentos ósseos e tamponando os vasos sangrantes. Essa compressão externa pode diminuir significativamente a perda sanguínea e melhorar a resposta à ressuscitação volêmica. Somente após a estabilização hemodinâmica inicial e o controle do sangramento é que se deve prosseguir com exames de imagem mais detalhados e procedimentos definitivos, como angiografia para embolização ou fixação cirúrgica.

Perguntas Frequentes

Qual a importância da estabilização pélvica em fraturas instáveis?

A estabilização pélvica, com lençol ou cinto, reduz o volume do anel pélvico, aproximando os fragmentos ósseos e tamponando o sangramento de vasos e ossos fraturados, o que é vital para controlar o choque hemorrágico.

Quando suspeitar de hemorragia grave em fratura pélvica?

A hipotensão persistente, apesar da ressuscitação volêmica, em um paciente com fratura pélvica, é um forte indicativo de hemorragia grave, geralmente de origem venosa ou óssea, exigindo intervenção rápida.

Quais as próximas etapas após a estabilização pélvica e ressuscitação?

Após a estabilização inicial, a avaliação diagnóstica pode incluir FAST, angiografia para embolização arterial ou, em casos selecionados, fixação externa ortopédica, dependendo da resposta hemodinâmica e da fonte do sangramento.

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