UDI Hospital - Hospital UDI São Luís (MA) — Prova 2018
Paciente de 30 anos se envolve em uma colisão automotiva. É socorrida pelo SAMU e levada para a emergência onde as radiografias confirmam uma fratura pélvica fechada com alargamento de sínfise pública. Ela fica hipotensa na sala de emergência. A próxima etapa importante no tratamento seria:
Fratura pélvica instável + hipotensão → estabilização pélvica imediata para controle hemorrágico.
Em fraturas pélvicas instáveis com hipotensão, a principal preocupação é o sangramento retroperitoneal maciço. A aplicação de um lençol ou contenção pélvica visa reduzir o volume da pelve e tamponar o sangramento, sendo uma medida inicial crucial para estabilização hemodinâmica.
Fraturas pélvicas são lesões de alta energia frequentemente associadas a sangramento significativo e instabilidade hemodinâmica, representando um desafio no manejo do trauma. A pelve é uma estrutura vascularizada, e sua fratura pode levar à ruptura de vasos venosos e arteriais, além de sangramento ósseo, resultando em choque hipovolêmico. A mortalidade em fraturas pélvicas instáveis com choque pode ser alta. O manejo inicial de um paciente com fratura pélvica e hipotensão segue os princípios do ATLS (Advanced Trauma Life Support), com prioridade para a avaliação e estabilização das vias aéreas, respiração e circulação. A hipotensão em um paciente com fratura pélvica deve levantar a suspeita de hemorragia retroperitoneal maciça. A medida mais importante e imediata para controlar o sangramento em fraturas pélvicas instáveis é a estabilização mecânica da pelve. A aplicação de um lençol, cinto pélvico ou dispositivo comercial de estabilização pélvica ao redor dos trocânteres maiores visa reduzir o volume do anel pélvico, aproximando os fragmentos ósseos e tamponando os vasos sangrantes. Essa compressão externa pode diminuir significativamente a perda sanguínea e melhorar a resposta à ressuscitação volêmica. Somente após a estabilização hemodinâmica inicial e o controle do sangramento é que se deve prosseguir com exames de imagem mais detalhados e procedimentos definitivos, como angiografia para embolização ou fixação cirúrgica.
A estabilização pélvica, com lençol ou cinto, reduz o volume do anel pélvico, aproximando os fragmentos ósseos e tamponando o sangramento de vasos e ossos fraturados, o que é vital para controlar o choque hemorrágico.
A hipotensão persistente, apesar da ressuscitação volêmica, em um paciente com fratura pélvica, é um forte indicativo de hemorragia grave, geralmente de origem venosa ou óssea, exigindo intervenção rápida.
Após a estabilização inicial, a avaliação diagnóstica pode incluir FAST, angiografia para embolização arterial ou, em casos selecionados, fixação externa ortopédica, dependendo da resposta hemodinâmica e da fonte do sangramento.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo