HSL/Sírio - Hospital Sírio-Libanês (SP) — Prova 2025
Um homem de 50 anos foi atropelado por um carro e levado ao pronto-socorro com dor intensa no quadril direito. Ao exame fisico, nota-se rotação externa e encurtamento da perna direita. Radiografias mostram uma fratura da pelve com deslocamento do anel pélvico. Dentre as opções, a prioridade do tratamento para esse paciente é:
Fratura pélvica instável com deslocamento → prioridade é estabilização com cinta pélvica para controle hemorrágico.
Em pacientes com trauma e suspeita de fratura pélvica instável, a rotação externa e o encurtamento do membro inferior são sinais clínicos importantes. A aplicação de uma cinta pélvica é a medida inicial mais crítica para reduzir o volume do anel pélvico, tamponar o sangramento e prevenir o choque hipovolêmico.
As fraturas pélvicas instáveis são lesões de alta energia com potencial de morbidade e mortalidade significativas, principalmente devido à hemorragia maciça. Elas ocorrem frequentemente em acidentes automobilísticos ou quedas de altura. A avaliação inicial deve seguir os princípios do ATLS, com foco na estabilização hemodinâmica e identificação de lesões com risco de vida. A instabilidade do anel pélvico pode levar a um grande volume de sangramento, pois a pelve é uma estrutura altamente vascularizada. O diagnóstico é suspeitado clinicamente por dor, deformidade e instabilidade pélvica, e confirmado por radiografias. O tratamento inicial para fraturas pélvicas instáveis é a estabilização do anel pélvico com uma cinta pélvica, que comprime a pelve e ajuda a tamponar o sangramento. Após a estabilização inicial, a investigação diagnóstica continua com tomografia computadorizada e, se necessário, angiografia para embolização de sangramentos arteriais. O prognóstico depende da gravidade da lesão, do controle do sangramento e da presença de lesões associadas. A intervenção rápida e eficaz é crucial para melhorar os resultados.
Sinais incluem dor intensa no quadril, rotação externa e encurtamento do membro inferior, e instabilidade à palpação do anel pélvico. A presença de choque hipovolêmico sem outra fonte óbvia de sangramento também é um forte indicativo.
A cinta pélvica reduz o volume do anel pélvico, o que ajuda a tamponar o sangramento de vasos e plexos venosos, diminuindo a perda sanguínea e prevenindo o choque hipovolêmico. É uma medida de estabilização temporária e vital.
As complicações mais graves são hemorragia maciça, choque hipovolêmico, lesões de órgãos adjacentes (uretra, bexiga, reto) e instabilidade hemodinâmica persistente. A mortalidade é alta se não houver controle rápido do sangramento.
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