UFRJ/HUCFF - Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (RJ) — Prova 2020
A estabilização inicial por meio de lençol amarrado circundando o paciente com lesão instável do anel pélvico deve ser aplicada bilateralmente sobre:
Fratura pélvica instável: estabilização com lençol/cinto pélvico deve ser aplicada sobre os trocânteres maiores para compressão eficaz.
A estabilização inicial de uma fratura instável do anel pélvico com um lençol ou cinto pélvico visa reduzir o volume pélvico e controlar o sangramento. Para ser eficaz, a compressão deve ser aplicada bilateralmente sobre os trocânteres maiores do fêmur, que é o ponto de maior diâmetro da pelve, garantindo a aproximação das estruturas ósseas.
As fraturas instáveis do anel pélvico são lesões de alta energia, frequentemente associadas a traumas de grande impacto, como acidentes automobilísticos ou quedas de altura. Elas representam uma emergência médica devido ao alto risco de hemorragia maciça e choque hipovolêmico, com taxas de mortalidade significativas. A instabilidade do anel pélvico pode levar a um aumento do volume pélvico, permitindo o acúmulo de grandes volumes de sangue, o que torna a estabilização precoce uma prioridade no manejo inicial do trauma. A fisiopatologia da hemorragia nessas fraturas envolve principalmente o sangramento venoso dos plexos pélvicos e, em menor grau, o sangramento arterial. A estabilização inicial visa reduzir o volume pélvico, criando um efeito de 'tamponamento' que ajuda a controlar o sangramento. Isso é feito por meio de compressão externa, utilizando um lençol amarrado, um cinto pélvico comercial ou um fixador externo. A aplicação correta é fundamental para a eficácia da medida. A técnica de estabilização com lençol ou cinto pélvico requer que o dispositivo seja aplicado bilateralmente sobre os trocânteres maiores do fêmur. Esta posição garante a compressão mais eficaz do anel pélvico, aproximando as estruturas ósseas e reduzindo o espaço para o acúmulo de sangue. É crucial evitar posicionar o dispositivo muito alto (acima das cristas ilíacas) ou muito baixo, pois isso comprometeria a estabilização. Após a aplicação, o paciente deve ser rapidamente transportado para um centro de trauma para avaliação definitiva e manejo cirúrgico, se necessário.
A estabilização pélvica é crucial para reduzir o volume do anel pélvico, o que ajuda a tamponar o sangramento venoso e arterial que pode ser maciço nessas fraturas, prevenindo o choque hemorrágico e melhorando a sobrevida do paciente.
O lençol ou cinto pélvico deve ser posicionado bilateralmente sobre os trocânteres maiores do fêmur, que é o ponto de maior diâmetro da pelve. Ele deve ser apertado firmemente para promover a compressão e estabilização do anel pélvico.
Sinais de instabilidade incluem dor intensa à palpação da pelve, crepitação, deformidade visível, discrepância no comprimento dos membros inferiores, e instabilidade hemodinâmica inexplicada. A 'abertura em livro' da pelve é um sinal clássico de instabilidade grave.
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