USP/HCFMUSP - Hospital das Clínicas da FMUSP (SP) — Prova 2024
Mulher, 23 anos, caiu de uma altura de 8 metros. Na admissão no serviço de emergência apresentava instabilidade hemodinâmica. No exame físico apresentou instabilidade da bacia. Foi realizado raio-X de bacia, conforme figura a seguir: Foi indicada a colocação de lençol para fechamento temporário do anel pélvico. Qual é o reparo anatômico correto para colocação do lençol, de acordo com a ilustração apresentada?
Estabilização temporária da bacia → lençol na altura dos trocânteres maiores para compressão efetiva.
Em fraturas pélvicas instáveis com instabilidade hemodinâmica, a estabilização temporária do anel pélvico com um lençol ou cinto pélvico é crucial para reduzir o volume do anel, tamponar o sangramento e diminuir a dor. A aplicação correta é na altura dos trocânteres maiores.
Fraturas pélvicas instáveis são lesões de alta energia frequentemente associadas a sangramento significativo e instabilidade hemodinâmica, representando uma das principais causas de mortalidade em pacientes traumatizados. O manejo inicial segue os princípios do ATLS, com foco na reanimação volêmica e controle do sangramento. A estabilização temporária do anel pélvico é uma medida crucial para controlar a hemorragia. A aplicação de um lençol ou cinto pélvico é uma técnica simples e eficaz para reduzir o volume do anel pélvico, o que, por sua vez, ajuda a tamponar o sangramento venoso e arterial dos plexos pélvicos e das superfícies ósseas fraturadas. Essa compressão externa também diminui a dor e previne a progressão da lesão. A localização correta para a aplicação do lençol é na altura dos trocânteres maiores, pois essa é a região que permite a compressão mais eficaz do anel pélvico. Após a estabilização temporária, o paciente deve ser submetido a exames de imagem adicionais, como tomografia computadorizada, para detalhar as fraturas e identificar outras lesões associadas. O tratamento definitivo pode envolver fixação externa, fixação interna ou embolização angiográfica, dependendo da gravidade da lesão e da presença de sangramento ativo.
A estabilização temporária é vital para reduzir o volume do anel pélvico, o que ajuda a tamponar o sangramento venoso e arterial, diminuir a dor e prevenir a progressão da lesão, contribuindo para a estabilidade hemodinâmica do paciente.
O lençol deve ser posicionado na altura dos trocânteres maiores, envolvendo a bacia e sendo apertado firmemente. Essa posição garante a compressão ideal para o fechamento do anel pélvico.
Sinais de instabilidade pélvica incluem dor intensa à palpação ou mobilização da bacia, crepitação, assimetria dos ilíacos, discrepância no comprimento dos membros inferiores e instabilidade hemodinâmica inexplicável.
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