HRAC-USP/Centrinho - Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais - Bauru (SP) — Prova 2024
Em um paciente politraumatizado com suspeita de fratura pélvica instável, qual é o sinal clínico que mais sugere a necessidade de avaliação imediata por risco de exsanguinação?
Fratura pélvica instável + contusões/edema maciço em flanco/glúteo → alto risco de hemorragia retroperitoneal e exsanguinação.
Fraturas pélvicas instáveis são frequentemente associadas a hemorragias graves devido à rica vascularização da pelve e à ruptura de vasos sanguíneos e plexos venosos. Contusões maciças e grande edema em flanco e glúteo são sinais externos de um grande hematoma retroperitoneal ou pélvico, indicando perda sanguínea significativa e risco iminente de exsanguinação.
Fraturas pélvicas instáveis são lesões de alto impacto frequentemente associadas a politraumatismos e representam uma das principais causas de mortalidade precoce em pacientes traumatizados, principalmente devido à hemorragia maciça. A pelve é uma estrutura óssea complexa que abriga órgãos vitais e é ricamente vascularizada por grandes vasos arteriais e, mais comumente, por um extenso plexo venoso. A instabilidade da fratura permite o deslocamento dos fragmentos ósseos, que podem lacerar esses vasos, levando a sangramentos retroperitoneais ou pélvicos volumosos e de difícil contenção. A identificação precoce de sinais de hemorragia é crucial para a sobrevida do paciente. Embora a instabilidade hemodinâmica (taquicardia, hipotensão) seja um sinal tardio de choque hipovolêmico, a presença de contusões maciças, equimoses extensas e grande edema no flanco, glúteo, períneo ou escroto/grandes lábios são indicativos de um hematoma em expansão e perda sanguínea significativa. Esses achados externos refletem a extensão do sangramento interno e devem alertar o médico para o risco iminente de exsanguinação. O manejo inicial de uma fratura pélvica instável com suspeita de hemorragia inclui a estabilização da pelve com um cinto pélvico ou lençol, que ajuda a reduzir o volume pélvico e tamponar o sangramento. A reposição volêmica agressiva com cristaloides e hemoderivados é fundamental. O controle definitivo da hemorragia pode envolver embolização angiográfica para sangramentos arteriais ou fixação externa da pelve para estabilizar a fratura e reduzir o sangramento venoso. Residentes em emergência e trauma devem ter um alto índice de suspeita e agir rapidamente para salvar a vida desses pacientes.
A pelve é uma região altamente vascularizada, contendo grandes vasos sanguíneos e plexos venosos. Fraturas instáveis podem romper esses vasos, levando a hemorragias retroperitoneais ou pélvicas maciças e difíceis de controlar, com risco de exsanguinação.
Além de instabilidade hemodinâmica (hipotensão, taquicardia), sinais externos como contusões maciças, grande edema ou distensão abdominal no flanco, glúteo, períneo ou escroto/grandes lábios sugerem grande perda sanguínea interna.
A conduta inicial inclui estabilização da pelve (cinto pélvico), reposição volêmica agressiva, controle da hemorragia (embolização angiográfica ou fixação externa) e avaliação cirúrgica imediata, seguindo os princípios do ATLS.
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