PUC-PR Saúde - Pontifícia Universidade Católica do Paraná — Prova 2025
Os dispositivos externos de estabilização do anel pélvico na fase inicial de reanimação devem ser aplicados em que região?
Estabilização pélvica externa → Posicionar sobre os grandes trocanteres (NÃO nas cristas ilíacas).
A aplicação correta do dispositivo de estabilização pélvica nos grandes trocanteres reduz o volume pélvico e promove o tamponamento de sangramentos.
No manejo do trauma pélvico grave, a estabilização precoce do anel pélvico é crucial para o controle da hemorragia. Cerca de 90% dos sangramentos em fraturas de pelve são de origem venosa ou óssea, respondendo bem ao tamponamento por redução de volume. O ATLS recomenda o uso de cintos pélvicos comerciais ou lençóis improvisados. A técnica correta exige que o dispositivo envolva a pelve passando exatamente sobre os grandes trocanteres de ambos os fêmures. Isso garante que a força vetorial seja transmitida diretamente para a sínfise púbica e para os ossos inominados, estabilizando a pelve de forma mecânica e reduzindo o espaço para expansão de hematomas retroperitoneais.
A aplicação da força compressiva ao nível dos grandes trocanteres femorais permite a redução mais eficaz das fraturas pélvicas instáveis (especialmente as do tipo 'livro aberto'). Isso reduz o volume interno da pelve, facilitando o tamponamento natural de sangramentos venosos e ósseos.
Está indicada na fase inicial de reanimação de pacientes com suspeita de fratura pélvica instável e sinais de choque circulatório. É uma medida temporária de 'controle de danos' até que o tratamento definitivo (fixação externa ou interna) seja realizado.
Se posicionada muito alta (cristas ilíacas), a compressão pode falhar em estabilizar a articulação sacroilíaca e não reduzir o volume pélvico. Além disso, pode causar lesões de pele e dificultar o acesso cirúrgico abdominal se necessário.
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