Trauma de Pelve 'Open Book': Diagnóstico Radiográfico

UNIFESO/HCTCO - Hospital das Clínicas de Teresópolis Costantino Ottaviano (RJ) — Prova 2017

Enunciado

No paciente vítima de colisão de moto versus objeto fixo, com trauma de pelve e lesão "em livro aberto" (open book), pode-se afirmar que:

Alternativas

  1. A) A incidência radiográfica da bacia em inlet é ideal para a avaliação de deformidades rotacionais.
  2. B) A incidência radiográfica da bacia em outlet é boa para a avaliação de translação anteroposterior.
  3. C) O mecanismo de trauma é por compressão lateral. 
  4. D) A utilização da vestimenta pneumática antichoque (calção peneumático ou "calça militar") não traz nenhum benefício na sala de emergência.
  5. E) A embolização venosa é de grande valia nos casos de choque hemorrágico. 

Pérola Clínica

Trauma pélvico 'open book' → mecanismo compressão anteroposterior (AP) → RX inlet avalia rotação.

Resumo-Chave

A fratura de pelve 'em livro aberto' é causada por compressão anteroposterior e envolve a disjunção da sínfise púbica e/ou ruptura dos ligamentos sacroilíacos anteriores. A incidência radiográfica em inlet é crucial para avaliar a rotação externa das hemipelves, enquanto a outlet avalia a translação vertical.

Contexto Educacional

O trauma de pelve é uma lesão grave, frequentemente associada a acidentes de alta energia, como colisões de veículos ou quedas de altura. As fraturas de pelve são classificadas de acordo com o mecanismo de trauma e a estabilidade do anel pélvico. A lesão 'em livro aberto' (open book) é um tipo de fratura instável causada por compressão anteroposterior (AP), resultando em disjunção da sínfise púbica e/ou ruptura dos ligamentos sacroilíacos anteriores. A avaliação radiográfica é crucial no manejo inicial. A incidência radiográfica da bacia em inlet é ideal para visualizar deformidades rotacionais, como a rotação externa das hemipelves e o alargamento do anel pélvico, que são características da lesão 'em livro aberto'. Por outro lado, a incidência em outlet é mais eficaz para avaliar a translação vertical e o deslocamento superior da hemipelvis. O mecanismo de trauma por compressão lateral, por exemplo, causaria uma fratura de 'livro fechado'. O manejo inicial de pacientes com trauma pélvico instável e choque hemorrágico inclui estabilização do anel pélvico (faixa pélvica), reposição volêmica agressiva e, se necessário, embolização arterial para controlar o sangramento. A vestimenta pneumática antichoque (calça militar) pode ser útil na estabilização inicial e controle do sangramento, embora seu uso tenha sido debatido. A embolização arterial é de grande valia nos casos de choque hemorrágico, especialmente para sangramentos arteriais, mas sangramentos venosos são mais comuns e podem ser controlados com a estabilização mecânica da pelve.

Perguntas Frequentes

Qual o mecanismo de trauma mais comum para uma lesão pélvica 'em livro aberto'?

O mecanismo mais comum é a compressão anteroposterior (AP), que causa rotação externa das hemipelves. Isso geralmente ocorre em colisões frontais ou quedas de altura com impacto direto na pelve.

Qual a importância da incidência radiográfica da bacia em inlet no trauma pélvico?

A incidência em inlet é fundamental para avaliar a rotação externa das hemipelves e o alargamento do anel pélvico, características da lesão 'em livro aberto'. Ela permite visualizar a sínfise púbica e as articulações sacroilíacas de forma superior.

Quais as principais complicações associadas às fraturas de pelve instáveis?

As principais complicações incluem hemorragia maciça, choque hipovolêmico, lesões urogenitais (uretra, bexiga), lesões neurológicas (plexo lombossacro) e instabilidade mecânica a longo prazo, que pode levar a dor crônica e disfunção.

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