UNIFESO/HCTCO - Hospital das Clínicas de Teresópolis Costantino Ottaviano (RJ) — Prova 2017
No paciente vítima de colisão de moto versus objeto fixo, com trauma de pelve e lesão "em livro aberto" (open book), pode-se afirmar que:
Trauma pélvico 'open book' → mecanismo compressão anteroposterior (AP) → RX inlet avalia rotação.
A fratura de pelve 'em livro aberto' é causada por compressão anteroposterior e envolve a disjunção da sínfise púbica e/ou ruptura dos ligamentos sacroilíacos anteriores. A incidência radiográfica em inlet é crucial para avaliar a rotação externa das hemipelves, enquanto a outlet avalia a translação vertical.
O trauma de pelve é uma lesão grave, frequentemente associada a acidentes de alta energia, como colisões de veículos ou quedas de altura. As fraturas de pelve são classificadas de acordo com o mecanismo de trauma e a estabilidade do anel pélvico. A lesão 'em livro aberto' (open book) é um tipo de fratura instável causada por compressão anteroposterior (AP), resultando em disjunção da sínfise púbica e/ou ruptura dos ligamentos sacroilíacos anteriores. A avaliação radiográfica é crucial no manejo inicial. A incidência radiográfica da bacia em inlet é ideal para visualizar deformidades rotacionais, como a rotação externa das hemipelves e o alargamento do anel pélvico, que são características da lesão 'em livro aberto'. Por outro lado, a incidência em outlet é mais eficaz para avaliar a translação vertical e o deslocamento superior da hemipelvis. O mecanismo de trauma por compressão lateral, por exemplo, causaria uma fratura de 'livro fechado'. O manejo inicial de pacientes com trauma pélvico instável e choque hemorrágico inclui estabilização do anel pélvico (faixa pélvica), reposição volêmica agressiva e, se necessário, embolização arterial para controlar o sangramento. A vestimenta pneumática antichoque (calça militar) pode ser útil na estabilização inicial e controle do sangramento, embora seu uso tenha sido debatido. A embolização arterial é de grande valia nos casos de choque hemorrágico, especialmente para sangramentos arteriais, mas sangramentos venosos são mais comuns e podem ser controlados com a estabilização mecânica da pelve.
O mecanismo mais comum é a compressão anteroposterior (AP), que causa rotação externa das hemipelves. Isso geralmente ocorre em colisões frontais ou quedas de altura com impacto direto na pelve.
A incidência em inlet é fundamental para avaliar a rotação externa das hemipelves e o alargamento do anel pélvico, características da lesão 'em livro aberto'. Ela permite visualizar a sínfise púbica e as articulações sacroilíacas de forma superior.
As principais complicações incluem hemorragia maciça, choque hipovolêmico, lesões urogenitais (uretra, bexiga), lesões neurológicas (plexo lombossacro) e instabilidade mecânica a longo prazo, que pode levar a dor crônica e disfunção.
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