Trauma Pélvico Instável: Diagnóstico e Conduta no Choque

HSP/UNIFESP - Hospital São Paulo - Escola Paulista de Medicina (SP) — Prova 2017

Enunciado

Paciente 33 anos, vítima de atropelamento, trazido pelo SAMU da entrada em serviço médico de urgência. Encontrava-se agitado, PA 90x50 mmHg, FC 120 bpm, FR 34 ipm e com cianose de extremidades. Em seus exames de admissão apresenta a imagem a seguir: (Conforme Imagem do Caderno de Questões). Mediante a imagem e dados apresentados qual hipótese diagnóstica e melhor conduta inicial:

Alternativas

  1. A) Pelve instável, paciente hemodinamicamente instável, fixação externa
  2. B) Pelve instável, paciente hemodinamicamente estável, analgesia, repouso e observação
  3. C) Pelve estável, paciente hemodinamicamente estável, analgesia e observação
  4. D) Pelve estável, paciente hemodinamicamente instável, embolização de vasos sangrantes
  5. E) Pelve instável, paciente hemodinamicamente instável, fixação interna

Pérola Clínica

Trauma pélvico + instabilidade hemodinâmica (PA ↓, FC ↑) → Pelve instável + Choque → Estabilização pélvica (fixação externa/cinto) + Reanimação.

Resumo-Chave

O paciente apresenta sinais de choque hipovolêmico (PA 90x50, FC 120, FR 34, cianose, agitação) após trauma de alta energia (atropelamento). A fratura de pelve instável é uma causa comum de sangramento maciço e instabilidade hemodinâmica. A conduta inicial é estabilizar a pelve (com fixador externo ou cinto pélvico) para reduzir o volume do sangramento, além da reanimação volêmica.

Contexto Educacional

Fraturas de pelve instáveis são lesões de alta energia frequentemente associadas a traumas graves, como atropelamentos ou quedas de altura. A instabilidade da pelve pode levar a um grande volume de sangramento retroperitoneal, resultando em choque hipovolêmico, que é a principal causa de mortalidade precoce nesses pacientes. O reconhecimento rápido e o manejo agressivo são cruciais. A fisiopatologia do sangramento em fraturas pélvicas instáveis envolve a ruptura de vasos venosos (plexo venoso pélvico) e, menos frequentemente, de artérias (ramos da ilíaca interna). A instabilidade óssea permite que o volume pélvico aumente, dificultando o tamponamento natural do sangramento. O diagnóstico é feito pela clínica de trauma de alta energia, instabilidade hemodinâmica e confirmado por exames de imagem (radiografia de pelve, TC). A conduta inicial em pacientes hemodinamicamente instáveis com suspeita de fratura pélvica instável inclui reanimação volêmica agressiva, estabilização da pelve (com cinto pélvico ou fixador externo) para reduzir o sangramento, e controle definitivo da hemorragia, que pode envolver angiografia com embolização ou cirurgia. A fixação externa é preferida em pacientes instáveis para controle rápido do sangramento.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais de instabilidade hemodinâmica em um paciente com trauma pélvico?

Sinais de instabilidade hemodinâmica incluem hipotensão (PA < 90 mmHg), taquicardia (> 100-120 bpm), taquipneia, alteração do nível de consciência, palidez e extremidades frias, indicando choque.

Por que a fixação externa é a conduta inicial para pelve instável e hemodinamicamente instável?

A fixação externa (ou o uso de um cinto pélvico) é crucial para reduzir o volume da pelve, tamponando o sangramento venoso e arterial de baixo fluxo, o que ajuda a estabilizar o paciente hemodinamicamente antes de procedimentos mais invasivos.

Quais são as principais complicações de uma fratura de pelve instável?

As principais complicações incluem hemorragia maciça com choque hipovolêmico, lesões de órgãos adjacentes (bexiga, uretra, reto), lesões neurológicas e infecção.

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