Fratura de Pelve Instável: Manejo do Choque Hemorrágico
Pontifícia Universidade Católica do Paraná - Campus Curitiba — Prova 2016
Enunciado
Paciente feminina, 44 anos, vítima de atropelamento por automóvel, dá entrada trazida pelo serviço de atendimento pré-hospitalar. Apresenta fratura instável de ossos da bacia. Mesmo após reanimação volêmica, permanece com instabilidade hemodinâmica; FC: 130; PA: 80/40. Encaminhada ao centro cirúrgico e submetida a tamponamento extraperitoneal com colocação de compressas no espaço extraperitoneal, conforme a figura abaixo. Após o tamponamento extraperitoenal apresentava: FC: 120 e PA: 90/60 (VER IMAGEM). Qual a melhor conduta da equipe da ortopedia em relação à fratura de pelve?
Alternativas
A) O sangramento deve ser controlado com realização precoce de tração esquelética, para mover distalmente o osso ilíaco e, deste modo, reduzir o volume da pelve menor, controlando o sangramento local.
B) O sangramento deve ser controlado com fixação interna com placas e parafusos já na cirurgia de emergência, descartando a necessidade de fixação externa, facilitando, assim, a reabilitação do paciente.
C) O sangramento deve ser controlado, além da reposição volêmica equilibrada, com métodos de imobilização pélvica precoce. O controle da hemorragia retroperitoneal com fixação externa precoce, assim como angioembolização, se possível, são atitudes que auxiliam no controle do choque hemorrágico de foco pélvico.
D) O local específico do sangramento deve ser identificado precocemente, solicitando angiotomografia da pelve neste momento, para identificar o foco maior de sangramento e orientar o acesso cirúrgico ortopédico.
E) O controle do sangramento com colocação de compressas no espaço extraperitoneal exclui a necessidade de fixação cirúrgica pélvica pelo ortopedista.
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