Trauma Pélvico Instável: Manejo do Choque Hemorrágico

UNIFESO/HCTCO - Hospital das Clínicas de Teresópolis Costantino Ottaviano (RJ) — Prova 2020

Enunciado

Paciente feminina, 44 anos, vítima de atropelamento por automóvel, dá entrada trazida pelo serviço de atendimento pré-hospitalar. Apresenta fratura instável de ossos de bacia. Mesmo após reanimação volêmica, permanece com instabilidade hemodinâmica; FC: 130 bpm; PA: 80x40 mmHg. Encaminhada ao centro cirúrgico e submetida a tamponamento extraperitoenal com colocação de compressas no espaço extraperitoenal. Após o tamponamento extraperitoenal apresentava: FC: 120 bpm e PA: 90x60 mmHg. Qual a melhor conduta da equipe da ortopedia em relação à fratura de pelve?

Alternativas

  1. A) O sangramento deve ser controlado com realização precoce de tração esquelética, para mover distalmente o osso ilíaco e, deste modo, reduzir o volume da pelve menor, controlando o sangramento local.
  2. B) O sangramento deve ser controlado com fixação interna com placas e parafusos já na cirurgia de emergência, descartando a necessidade de fixação externa, facilitando, assim, a reabilitação do paciente.
  3. C) O sangramento deve ser controlado, além da reposição volêmica equilibrada, com métodos de imobilização pélvica precoce. O controle da hemorragia retroperitoneal com fixação externa precoce, assim como angioembolização, se possível, são atitudes que auxiliam no controle do choque hemorrágico de foco pélvico.
  4. D) O local específico do sangramento deve ser identificado precocemente, solicitando angiotomografia da pelve neste momento, para identificar o foco maior de sangramento e orientar o acesso cirúrgico ortopédico.
  5. E) O controle do sangramento com colocação de compressas no espaço extraperitoneal exclui a necessidade de fixação cirúrgica pélvica pelo ortopedista.

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