UNIFESO/HCTCO - Hospital das Clínicas de Teresópolis Costantino Ottaviano (RJ) — Prova 2018
Quais os métodos de imagem mais adequados para o estudo das lesões do anel pélvico no paciente estável?
Fratura pélvica estável: RX AP, inlet, outlet + TC de pelve para detalhamento completo.
Em pacientes com suspeita de fratura do anel pélvico e hemodinamicamente estáveis, a avaliação inicial com radiografias específicas (AP, inlet e outlet) é fundamental. A tomografia computadorizada de pelve é o método de imagem mais adequado para detalhar a extensão das lesões ósseas e identificar outras lesões associadas.
As fraturas do anel pélvico são lesões de alta energia, frequentemente associadas a traumas graves e com potencial para morbimortalidade significativa devido a hemorragias e lesões de órgãos adjacentes. A avaliação por imagem é fundamental para o diagnóstico, classificação e planejamento terapêutico, especialmente em pacientes hemodinamicamente estáveis. Para o estudo inicial do anel pélvico em pacientes estáveis, as radiografias são a primeira linha. Além da incidência anteroposterior (AP) da bacia, as incidências de inlet (entrada) e outlet (saída) são indispensáveis. A incidência de inlet avalia o deslocamento anteroposterior e a rotação interna/externa, enquanto a de outlet avalia o deslocamento vertical e a rotação. No entanto, a tomografia computadorizada (TC) de pelve é o exame de imagem mais completo e detalhado, permitindo visualizar a extensão das fraturas ósseas, o grau de deslocamento, a presença de fragmentos intra-articulares e lesões de partes moles ou órgãos pélvicos. Residentes devem compreender que a combinação de radiografias específicas e TC é o padrão-ouro para a avaliação de fraturas do anel pélvico em pacientes estáveis. A RM é reservada para avaliação de lesões ligamentares ou de partes moles que não são bem visualizadas na TC. O domínio desses métodos de imagem é crucial para a tomada de decisão clínica e cirúrgica em traumatologia.
Além da radiografia panorâmica de bacia em anteroposterior (AP), as incidências de inlet (entrada) e outlet (saída) são cruciais para avaliar o deslocamento vertical e a rotação do anel pélvico.
A TC de pelve oferece uma visão tridimensional detalhada das fraturas ósseas, permitindo identificar fragmentos, deslocamentos, lesões de ligamentos e avaliar o envolvimento de órgãos pélvicos, sendo essencial para o planejamento cirúrgico.
Em pacientes instáveis, o foco é na estabilização hemodinâmica e identificação rápida de sangramento (FAST, angiografia). Em pacientes estáveis, a avaliação por imagem é mais completa, buscando detalhar as lesões para o manejo definitivo.
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