Fratura de Pelve no Trauma: Diagnóstico e Manejo Inicial

HSD - Hospital São Domingos (MA) — Prova 2020

Enunciado

A instabilidade do anel pélvico é uma das principais causas de hipovolemia e óbito no paciente politraumatizado, devendo o médico generalista estar apto a realizar o diagnóstico precoce e o tratamento inicial. Sobre esta lesão é CORRETO AFIRMAR:

Alternativas

  1. A) Todo paciente politraumatizado deve ser investigado com a manobra de manipulação da pelve no momento do exame físico.
  2. B) Quando apropriado, uma radiografia anteroposterior da pelve confirma o diagnóstico de fratura instável.
  3. C) Na hipotensão inexplicável com suspeita de ruptura do anel pélvico, uma angiotomografia da pelve deve ser realizada com urgência.
  4. D) Na suspeita da lesão, são necessários pelo menos dois exames de manobra de manipulação pélvica para o diagnóstico preciso.
  5. E) O complexo ligamentar posterior está integro na hemiascensão pélvica.

Pérola Clínica

Radiografia AP da pelve é essencial para confirmar fratura pélvica instável em politraumatizado.

Resumo-Chave

A radiografia anteroposterior da pelve é o exame inicial e crucial para o diagnóstico de fraturas pélvicas instáveis em pacientes politraumatizados, especialmente na avaliação primária. A manipulação pélvica deve ser feita com cautela e apenas uma vez para evitar agravar lesões.

Contexto Educacional

A instabilidade do anel pélvico em pacientes politraumatizados é uma lesão grave que pode levar a hemorragia maciça e choque hipovolêmico, sendo uma causa significativa de mortalidade. O diagnóstico precoce e o manejo inicial adequado são fundamentais. A suspeita clínica surge em traumas de alta energia, e a avaliação inicial deve incluir a inspeção para deformidades, hematomas e discrepância de membros. No exame físico, a manobra de manipulação da pelve (compressão suave das cristas ilíacas) deve ser realizada com extrema cautela e apenas uma vez, se houver suspeita, para não agravar a lesão ou o sangramento. O exame de imagem inicial e crucial é a radiografia anteroposterior (AP) da pelve, que pode confirmar a presença de fraturas e indicar instabilidade. Outras incidências (entrada e saída) podem ser úteis, mas a AP é a mais importante na avaliação primária. Em casos de hipotensão inexplicável com suspeita de fratura pélvica, a prioridade é a estabilização hemodinâmica, que pode incluir a aplicação de um estabilizador pélvico externo (cinto pélvico ou lençol) e ressuscitação volêmica. A angiotomografia da pelve é um exame mais detalhado, útil para avaliar a extensão da lesão óssea, a presença de sangramento ativo e lesões de partes moles, mas geralmente é realizada após a estabilização inicial e a radiografia simples. O complexo ligamentar posterior é crucial para a estabilidade pélvica; sua ruptura indica instabilidade grave.

Perguntas Frequentes

Qual a importância da fratura de pelve no politraumatizado?

Fraturas pélvicas instáveis podem causar hemorragia maciça retroperitoneal, levando a choque hipovolêmico e óbito, sendo uma das principais causas de mortalidade em pacientes politraumatizados.

Como deve ser feita a manobra de manipulação da pelve?

Deve ser realizada com extrema cautela, aplicando pressão suave nas cristas ilíacas medialmente e posteriormente. Deve ser feita apenas uma vez, se houver suspeita, para evitar agravar a lesão e a hemorragia.

Quando a angiotomografia da pelve é indicada?

A angiotomografia é indicada após a estabilização inicial do paciente e confirmação da fratura por radiografia, especialmente se houver suspeita de sangramento arterial ativo que necessite de embolização. Não é o exame inicial para diagnóstico da fratura.

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