HSD - Hospital São Domingos (MA) — Prova 2020
A instabilidade do anel pélvico é uma das principais causas de hipovolemia e óbito no paciente politraumatizado, devendo o médico generalista estar apto a realizar o diagnóstico precoce e o tratamento inicial. Sobre esta lesão é CORRETO AFIRMAR:
Radiografia AP da pelve é essencial para confirmar fratura pélvica instável em politraumatizado.
A radiografia anteroposterior da pelve é o exame inicial e crucial para o diagnóstico de fraturas pélvicas instáveis em pacientes politraumatizados, especialmente na avaliação primária. A manipulação pélvica deve ser feita com cautela e apenas uma vez para evitar agravar lesões.
A instabilidade do anel pélvico em pacientes politraumatizados é uma lesão grave que pode levar a hemorragia maciça e choque hipovolêmico, sendo uma causa significativa de mortalidade. O diagnóstico precoce e o manejo inicial adequado são fundamentais. A suspeita clínica surge em traumas de alta energia, e a avaliação inicial deve incluir a inspeção para deformidades, hematomas e discrepância de membros. No exame físico, a manobra de manipulação da pelve (compressão suave das cristas ilíacas) deve ser realizada com extrema cautela e apenas uma vez, se houver suspeita, para não agravar a lesão ou o sangramento. O exame de imagem inicial e crucial é a radiografia anteroposterior (AP) da pelve, que pode confirmar a presença de fraturas e indicar instabilidade. Outras incidências (entrada e saída) podem ser úteis, mas a AP é a mais importante na avaliação primária. Em casos de hipotensão inexplicável com suspeita de fratura pélvica, a prioridade é a estabilização hemodinâmica, que pode incluir a aplicação de um estabilizador pélvico externo (cinto pélvico ou lençol) e ressuscitação volêmica. A angiotomografia da pelve é um exame mais detalhado, útil para avaliar a extensão da lesão óssea, a presença de sangramento ativo e lesões de partes moles, mas geralmente é realizada após a estabilização inicial e a radiografia simples. O complexo ligamentar posterior é crucial para a estabilidade pélvica; sua ruptura indica instabilidade grave.
Fraturas pélvicas instáveis podem causar hemorragia maciça retroperitoneal, levando a choque hipovolêmico e óbito, sendo uma das principais causas de mortalidade em pacientes politraumatizados.
Deve ser realizada com extrema cautela, aplicando pressão suave nas cristas ilíacas medialmente e posteriormente. Deve ser feita apenas uma vez, se houver suspeita, para evitar agravar a lesão e a hemorragia.
A angiotomografia é indicada após a estabilização inicial do paciente e confirmação da fratura por radiografia, especialmente se houver suspeita de sangramento arterial ativo que necessite de embolização. Não é o exame inicial para diagnóstico da fratura.
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