CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2006
Nos traumas da face com suspeita de fratura de órbita, o melhor exame diagnóstico é:
Suspeita de fratura de órbita → Tomografia Computadorizada (TC) é o padrão-ouro.
A TC de órbita com cortes finos permite visualizar fraturas das paredes delgadas (assoalho e lâmina papirácea) e avaliar herniações de tecidos moles.
O trauma orbital requer avaliação cuidadosa tanto da integridade óssea quanto do conteúdo ocular. As fraturas por explosão (blowout) ocorrem quando um objeto maior que a abertura orbital aumenta a pressão intraorbital, rompendo as paredes mais frágeis. A Tomografia Computadorizada é indispensável para o planejamento cirúrgico, permitindo medir a área da fratura e decidir entre observação conservadora ou intervenção para evitar diplopia crônica e enoftalmo estético.
A TC oferece alta resolução espacial e permite reconstruções multiplanares (axial, coronal e sagital). Isso é essencial para identificar fraturas 'blowout' do assoalho, onde o osso é muito fino, e para detectar o sinal da 'gota' (herniação de gordura ou músculo reto inferior para o seio maxilar), que o Raio-X frequentemente omite.
Deve ser solicitada em traumas contusos com sinais de diplopia, limitação da motilidade ocular (sugerindo aprisionamento muscular), enoftalmo, enfisema subcutâneo ou dor intensa à movimentação, além de casos com suspeita de corpo estranho intraorbital.
Geralmente não. A RM é inferior à TC para avaliar detalhes ósseos e é contraindicada se houver qualquer suspeita de corpo estranho metálico intraocular ou orbital, que pode se deslocar sob o campo magnético e causar dano adicional.
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