UFG/HC - Hospital das Clínicas da UFG - Goiânia (GO) — Prova 2020
No exame físico do serviço de emergência, o trauma facial é uma possibilidade frequente. Do ponto de vista da traumatologia facial,
Fratura nasal é a fratura facial mais comum; Le Fort classifica fraturas de terço médio, não de mandíbula.
As fraturas nasais são as mais frequentes no trauma facial devido à proeminência e fragilidade do nariz. É importante diferenciar as classificações de fraturas: Le Fort se refere às fraturas do terço médio da face, não da mandíbula, e alterações na oclusão dentária indicam fraturas de mandíbula ou maxila, não nasais.
O trauma facial é uma ocorrência comum em serviços de emergência, frequentemente associado a acidentes automobilísticos, quedas, agressões e práticas esportivas. A avaliação inicial deve seguir os princípios do ATLS (Advanced Trauma Life Support), priorizando a via aérea, respiração e circulação, antes de focar nas lesões faciais. A fratura nasal é, de fato, a mais frequente devido à sua exposição e estrutura óssea delicada. A fisiopatologia das fraturas faciais varia conforme o mecanismo do trauma e a energia do impacto. As fraturas de mandíbula são a segunda mais comum e podem causar alterações na oclusão dentária e lesão do nervo alveolar inferior, resultando em parestesia do lábio inferior. A classificação de Le Fort é crucial para as fraturas do terço médio da face (maxila), descrevendo padrões de separação entre a maxila e a base do crânio, com implicações para a via aérea e o tratamento cirúrgico. O tratamento das fraturas faciais varia desde o manejo conservador para fraturas nasais não deslocadas até a redução aberta com fixação interna (RAFI) para fraturas complexas de mandíbula e terço médio da face. O prognóstico depende da extensão das lesões, da presença de lesões associadas e da rapidez e adequação do tratamento. Residentes devem estar aptos a identificar os diferentes tipos de fraturas faciais e suas implicações clínicas.
A fratura nasal é a fratura facial mais comum devido à proeminência do nariz na face e à relativa fragilidade de seus ossos, tornando-o vulnerável a impactos diretos.
A classificação de Le Fort descreve as fraturas do terço médio da face, especificamente da maxila, dividindo-as em Le Fort I (separação do palato), Le Fort II (fratura piramidal) e Le Fort III (separação craniofacial).
Sinais de alerta para fraturas de mandíbula incluem dor à palpação, crepitação, assimetria facial, trismo (dificuldade de abrir a boca), alterações na oclusão dentária e parestesia na distribuição do nervo alveolar inferior.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo