HRD - Hospital Rio Doce - Linhares (ES) — Prova 2020
No atendimento inicial do politraumatizado você examina um paciente e suspeita de fratura de laringe. Sobre o atendimento, analise as afirmativas a seguir: I - Esse tipo de lesão é comum e pode apresentar insuficiência respiratória aguda. II - A rouquidão, a fratura palpável e o enfisema de subcutâneo são a tríade que indicam a suspeita dessa lesão. III - A dor torácica é sinal da fratura da laringe se associado ao enfisema de subcutâneo. IV - A traquestomia está indicada sem indicação de intubação orotraqueal. Está(ão) CORRETA(S) a(s) afirmativa(s):
Suspeita de fratura de laringe → tríade: rouquidão, fratura palpável, enfisema subcutâneo.
A fratura de laringe é uma lesão rara, mas grave, em pacientes politraumatizados, com alto risco de obstrução de via aérea. A tríade clássica de rouquidão, fratura palpável e enfisema subcutâneo cervical é altamente sugestiva e exige manejo imediato da via aérea.
A fratura de laringe é uma lesão infrequente, mas potencialmente fatal, que deve ser prontamente reconhecida no atendimento ao paciente politraumatizado. Geralmente resulta de trauma cervical direto de alta energia, como acidentes automobilísticos ou agressões. A identificação precoce e o manejo adequado da via aérea são cruciais para a sobrevida do paciente, pois a obstrução pode ocorrer de forma súbita e progressiva. A suspeita clínica é fundamental, baseada na tríade clássica de rouquidão (disfonia), fratura palpável da cartilagem laríngea e enfisema subcutâneo cervical. Outros sinais incluem estridor, dispneia, dor à palpação e disfagia. O diagnóstico é confirmado por laringoscopia e tomografia computadorizada do pescoço. A avaliação da via aérea deve ser prioritária, seguindo os princípios do ATLS. O manejo da via aérea em fratura de laringe é desafiador. A intubação orotraqueal pode ser tentada se a via aérea estiver estável e não houver distorção anatômica significativa, mas deve ser realizada com cautela e por profissional experiente. Em casos de obstrução iminente, instabilidade ou dificuldade de intubação, a traqueostomia de emergência é a conduta de escolha, preferencialmente sob anestesia local e com o paciente acordado, se possível.
A tríade clássica inclui rouquidão (disfonia), fratura palpável da cartilagem tireoide ou cricoide, e enfisema subcutâneo cervical. Outros sinais podem ser dor à palpação, estridor, dispneia e disfagia.
A prioridade é garantir uma via aérea segura. Em casos de instabilidade ou obstrução iminente, a traqueostomia de emergência é frequentemente a opção mais segura, pois a intubação orotraqueal pode ser difícil e agravar a lesão.
A fratura de laringe pode levar rapidamente à obstrução completa da via aérea devido a edema, hematoma ou deslocamento de fragmentos cartilaginosos, resultando em insuficiência respiratória aguda e risco de óbito.
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